terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Só para encerrar o assunto...
Porém o motivo do post não é esse. É que, por conta de toda a encheção da volta, esqueci de comentar um fato que aconteceu durante o treinamento que acho que vale um rápido registro, como fechamento do evento, digamos assim. Infelizmente não teve foto ou nenhum registro, mas acreditem que foi, digamos, surreal.
Para isso, gostaria de saber se vocês conseguem acertar a resposta correta para a pergunta abaixo:
Pergunta: Imagine que está passando uma competição de patinação artística na televisão. Imagine agora que, sentados, começa a se juntar um grupo de 5 homens... que começam a acompanhar a prova, comentando os principais movimentos e dando palpite nos resultados. Partindo desta cena, você acha que:
A) São pessoas, digamos, sensíveis, que admiram a plasticidade e a beleza da competição;
B) São ex-atletas que estão assistindo pelo simples fato de que até hoje gostam do esporte; ou
C) É um bando de homem que está tomando vinho, cerveja, ou qualquer coisa parecida e o que está passando na TV é uma mera desculpa para eles continuarem enchendo a cara o resto da noite, mesmo depois do final da prova, dando longas e altas risadas e falando um monte de bobagem nesse meio tempo.
Pois é, nem tudo é o que parece....
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
O Terminal, estrelando... Eu
Domingo começou muito bem. O tempo em Dolni Misecky melhorou durante a manha e a neve estava espetacular. Aproveitei para soltar um pouco depois da prova do dia anterior e dar um ultimo giro pelo lugar.
Depois, tudo normal, arruma mala, viaja para o aeroporto em Praga, voo no horário, conforme o planejado. Chega no aeroporto em Paris e vamos à correria no melhor estilo "The Amazing Race", com mochila nas costas e correndo pelo meio dos terminais vazios do Charles de Gaulle. O motivo era que eu tinha apenas 50 minutos de intervalo entre um voo e outro. Felizmente, a correria foi o suficiente para chegar no outro portão de embarque com 20 minutos de antecedência. Fora o tempo de todo mundo entrar no avião, dado que era um 747-400 Jumbo.
Aí começou a chateação. Meia hora de atraso e o comandante avisa que houve um problema com os interfones do avião e, segurança em primeiro lugar, só haveria decolagem caso estivesse tudo em ordem. Tudo muito bom, mais 20 minutos e o avião começa a taxear na pista. 100 metros depois ele volta para a posição inicial. "Continuamos com problemas com a comunicação interna, o defeito voltou logo após avião se mexer, mais alguns minutos e devemos decolar". Mais 20 minutos de espera. A aeromoça então começa a falar em inglês e francês que o problema deve ser sanado logo. Quando ela vai falar em português... o interfone fica mudo de novo. Mais uma hora sentado.
Finalmente, parece que está tudo em ordem. O avião começa (realmente) a taxear pela pista, aparece o vídeo de procedimentos de segurança, tudo parecia resolvido. De repente, o avião começa a fazer o caminho de volta. "O problema voltou, nossos responsáveis em terra estão cientes do problema e vamos ver qual o procedimento a ser tomado". 10 minutos depois vêm a notícia. Desembarcamos todos e o pessoal da Air France no aeroporto iria informar sobre a atualização do voo.
A essa altura, já eram mais de 2 horas da madrugada e uma pequena multidão no balcão da empresa. Enfim, chega a notícia: o voo foi cancelado e remarcado para as 14 horas. Gritaria, chiadeira, reclamações, tudo o que se espera dessas horas acontece. Fila é algo inexistente. Os atendentes ficam doidos tentando se dividir entre as pessoas que se aglomeram sobre o balcão. Ao invés de agilizar e dar o voucher do hotel para todo mundo e, na manhã seguinte, quando tudo estivesse mais calmo, fôssemos todos para o check-in e remarcaríamos as passagens, eles resolveram remarcar tudo na hora, o que fez com que eu demorasse mais de uma hora para ser atendido (como fui um dos últimos a sair, fiquei esperando sentado no chão do aeroporto, já que em pé cansa). Uma carioca, tentando manter o bom humor, já tinha batizado o nosso grupo de "Unidos do Desolé".
Entramos todos nos ônibus e saímos, às 4 horas, para os respectivos hotéis, que rapidamente percebi que faziam parte do complexo da Eurodisney, que fica a meia hora do aeroporto. Pelo menos agora eu sei para que serve esses hotéis no inverno. Do aeroporto até entrar no quarto mais 45 minutos, quando finalmente deitei na cama.
Como sempre acontece nesses eventos, 9:30 já estava de pé e tomando café da manhã (aliás bem fraquinho para um hotel que coloca 4 estrelas na porta). Uma hora depois embarcamos de volta para o aeroporto, check-in, e finalmente, 14:30, embarco de volta para o Rio, chegando em casa meia noite e 14 horas depois do previsto.
Apesar deste pequeno contratempo (aliás contratempos, por conta da minha mala de esqui na ida) não tenho do que reclamar do treinamento, agradecendo a CBDN pela oportunidade de poder ir participar do evento. Espero que possa aproveitar o que aprendi e não perder as melhoras que tive durante as últimas semanas. E, sei lá quando e onde será o próximo destino, poder usar em outros eventos.
...e as fotos eu prometo que coloco ainda essa semana. Da próxima vez eu preciso levar também o cabo USB.
Ahoj (sim, oi e tchau são a mesma palavra em tcheco)
sábado, 24 de janeiro de 2009
Prova Bonus Jilemnicka 50 (25 km livre) - Passeio no Bosque
A corrida se chama Jilemnická 50, e na verdade são três corridas em um final de semana. São provas abertas ao publico, como se fosse uma corrida de rua no Aterro, logo qualquer um, pagando, pode participar. A primeira foi hoje, 25 km em técnica livre, ou seja, todo mundo andando no estilo de patinação. As outras duas vão ser amanha, 25 km e 50 km em técnica clássica. Antes que perguntem, não, não vou correr amanha, só foi hoje mesmo e já esta bom.
A distancia de 50 km equivale a distancia de maratona no esqui. Portanto, posso dizer que hoje foi uma meia-maratona. Como já fiz duas a pé, achei que já estava qualificado para fazer uma sobre esquis.
O percurso e uma volta ao redor da região onde estou. A largada/chegada e em Benecko, uns 20 minutos de carro daqui e provavelmente um pouco mais se for de esqui. Na verdade o percurso seria mais embaixo, em Jilemnice, só que ,não sei o porque, mas eles mudaram para Benecko. E, infelizmente, a mudança foi para pior no sentido de mais difícil (Clicando aqui da para ver o percurso e, mais importante, clicando aqui você vê o perfil altimétrico da prova). Posso garantir que o outro percurso era BEM mais fácil. Depois eu vejo no meu Polar o quanto de subida que teve.
Muito bem, chega hoje de manha, zero grau, neve quase chuva caindo, tempo horroroso, condições ideais para se correr não? E, estava uma droga mesmo de tempo, vide as fotos abaixo (fotos tiradas do site do evento, não teve ter problemas de direitos autorais).
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| Lugar de Inscrição |
| Condições aprazíveis para uma contenda na neve |
E aqui ainda era o lugar onde tinha mais espaço para se mexer
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Mirlene de touca laranja. Infelizmente estava mais atrás e não apareci na foto.
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Não sou eu, mas poderia ser
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Na hora da fome, vale qualquer coisa. Mas estava bom também.
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Treinamento para... Triathlon
Primeiro falemos de grupos musculares: segundo o pessoal daqui, quando se esquia usando a tecnica classica, usa-se o mesmo grupo muscular da corrida a pe. Faz sentido, ja que a tecnica classica e quase como se estivesse correndo. Mas o mais surpreendente e que, ao usar a tecnica de patinacao usa-se o mesmo grupo muscular do.... ciclismo!
E, para complementar, durante duas tardes fomos ate a piscina publica de Jilemnice para dar umas bracadas. Pena que a piscina nao estava exatamente quente. Obvio que tinha aquecimento, mas nao o suficiente para voce ficar boiando na piscina.
Algumas vezes, o treinamento realmente fica mais obvio. Quando estava sem esqui, acabei fazendo um treinamento de corrida. O treino era "apenas" subir um morro que comeca em Horni Misecky e sobe uns 400 metros durante uns 5km (ou seja, uma inclinacao de 8%) ate um lugar onde tem um refugio e uma estatua em homenagem a dois esquiadores locais. Daqui a pouco eu explico o motivo da homenagem.
Nesse dia o tempo estava maravilhoso. Sol, sem nuvens proximas, dia radiante, dava para ver um bom pedaco da regiao (se eu soubesse antes, teria levado a camera, ja que ficar carregando durante a corrida nao e algo pratico). Jiri, o coordenador disse que iriamos subir novamente esquiando um dia desses.
Pois bem, o dia foi hoje. E o tempo estava horrivel. Temperatura de -1 grau mas um ventinho chato, que torna a sensacao termica pior. E o Jiri dizendo "estamos no meio da nuvem, la em cima vai estar um tempo bom". Fomos nos subindo ladeira acima, e nada do tempo piorar, e o vento cada vez maior. Chegamos na regiao onde ja nao tinha mais arvore, e nada de melhorar. Por fim, 50 minutos depois, chegamos ao topo, onde ventava MUITO e nao dava para enxergar 2 metros na sua frente. A unica referencia era os postes de madeira que ficavam ao longo da estrada. Ficamos uns 5 minutos reaquecendo novamente dentro do refugio para....descer tudo. Visibilidade zero, vento gelado, maos congelando (no inicio da descida ficava mexendo os bracos para poder senti-los novamente) e posicao em V no esqui para segurar na descida.
15 minutos depois voltamos ao ponto de partida, com as pernas bambas, tremendo de frio, mas talvez por conta da altitude, estavamos todos contentes (deve ser a adrenalina). Corremos de volta para o carro e depois para o hotel (2 minutos de carro).
Portanto, depois de um treino como esse, estou pronto para correr qualquer prova de triathlon esse ano.
A proposito, a estatua no topo da montanha e em homenagem a dois esquiadores que participavam de uma prova de 50km nessa regiao no seculo passado. O tempo estava bom no inicio da prova (2 voltas de 25km), mas foi piorando e os organizadores decidiram cancelar a prova. Porem, os dois esquiadores eram tao rapidos que nao deu tempo de alcanca-los antes deles partirem para a segunda volta. Chegaram la em cima onde fomos hoje, e o tempo estava horrivel, como hoje, talvez mais frio. Cairam duros no chao proximo de onde a estatua esta hoje.
Diferente desse episodio, hoje tinha muito mais gente na estrada e, principalmente, tinham duas pessoas olhando todo mundo do grupo que esta aqui. Logo o risco era bem menor.
PS: Sobre o esquiador suico que se arrebentou ontem, ele estava treinando para a prova de downhill de Kitzbuhel, a descida mais temida da temporada de esqui alpino. Nao tem nada a ver com esqui nordico (embora meus tombos devem ser a 30 ou 40 km/h), e por casos como esse que vou continuar preferindo o cross country.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Figuracas do Acampamento
O prêmio de mais desengonçados vai para os 4 indianos que estão aqui. Honestamente, eu posso ser mais lento, ter menos equilíbrio ou não saber descer a montanha melhor do que eles, mas que grupinho mais atrapalhado. Encerar um esqui para eles e um parto, fazem uma lambança misturando os dois tipos de ceras e demoram uma vida para encerar. Durante os treinamentos, mesmo não tendo tanto fôlego quanto os outros eles teimam em ficar entre os primeiros, tornando-os verdadeiras chicanes ambulantes, principalmente para aqueles que, educadamente, respeitam a ordem de velocidade de todo mundo, como eu. Nas provas em Liberec estavam perdidos em relação a ordem de largada (largavam antes ou depois da hora, ou sequer sabiam a hora que ia largar). Na foto abaixo, mostra exatamente o momento onde a Mirlene tenta explicar para as indianas que a largada seria naquela hora.
E, acho que como melhor exemplo do quão enrolados eles são, fica o que aconteceu com as meninas indianas (que estão longe de serem igual a Juliana Paes) em relação a visita a Praga. Primeiro disseram que iam, depois desistiram. No final das contas, quando resolveram ir, dizem as mas línguas, elas tentaram sair correndo (literalmente) atrás do ônibus para tentar alcança-lo.
A menção honrosa do prêmio vai para o irlandês que já teve que voltar para casa. O sobrenome dele e Ballentine, o que fez o narrador da prova lá em Liberec fazer um comentário no alto falante de que "esse e um sobrenome interessante de se ter". E, não, ele não tem nada a ver com o uísque. Mas o que ele justifica a menção e que ele era tão desligado que toda noite ele deixava a chave do quarto dele do lado de fora da porta. Porem, apesar disso, ele era bem tranquilo e falava inglês bem, o que facilitava a comunicação.
A mais, digamos, alegre de todo o grupo e uma das meninas do Quirguistâo. A garota não para de rir um instante. De qualquer coisa. Em todo o momento (exceto quando esta treinando). Não sei o que tanto ela ri, mas o fato e que todo mundo já localiza ela em qualquer lugar por conta da risada dela. Nessa foto, ela está com o treinador dela no meio da Ponte Carlos, em Praga, fazendo uma caricatura. Pensando bem, faz sentido.
Entretanto, o mais figura de todos não e nenhum esquiador. E o cozinheiro do hotel. O cara tem 2 metros de altura, não e nenhum príncipe encantado, mas alem de ser super atencioso ainda tem tempo de fazer graça. Outra noite, durante o jantar, o cara me aparece com uma peruca preta enorme e senta na mesa falando em tcheco algo que ninguém na mesa traduziu para mim porque na hora não tinha ninguém. A tal menina, claro, não parava de rir, embora não sei exatamente do que. Porem, fora isso, não tenho mais o que falar mal do cozinheiro, já que ele cozinha bem demais. Voltar mais magro com certeza eu não vou.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Valei-me Sao Sebastiao de Misecky!
Dolni Misecky, terça-feira, 0 graus - nuvens, (muita) neve, todo mundo encasacado ate a alma, nem todo mundo reclamando do tempo que esta fazendo
A comparação acima mostra os dois extremos entre as duas cidades no dia do feriado de São Sebastião. Nem sempre pode se ter o que deseja. Ontem foi o primeiro dia desde que cheguei aqui que nevou cântaros na região. Ate já tinha nevado antes, mas nada como o que caiu ontem. Isso levou a duas situações curiosas.
A primeira foi logo de manha, quando entramos no ónibus para ir ate a estação de esqui. Como ônibus não tem tração 4x4, o veiculo não conseguiu sair do lugar. Pior: quanto mais ele tentava, mais ele escorregava. Tentou-se vários métodos para fazer ele desempacar. Uma meia hora depois, com as mulheres no fundo do ônibus e os homens empurrando, ele conseguiu andar para frente. O problema era que o ônibus não podia parar, senão voltava para a estaca zero. Resultado: um bando de marmanjo correndo de botas de esqui (não são tão pesadas quanto as de alpino, mas são bem desengoncadas) atrás do ônibus e entrando pela porta da frente com ele andando. Foi surreal.
A segunda foi durante a tarde. Fomos andar de clássico, só que a cera usada ainda era a da competição, que era para neve abrasiva. Como a neve que acabou de cair era nova e, pior, com a temperatura próxima de zero, ela estava bem molhada, a cera de tracao usada na prova de domingo virou uma cola que agarrava toda a neve fofa embaixo. Meu esqui ficava a cada cinco minutos com duas montanhas de neve duras que só saia usando o bastão para ajudar.
Essa virada de tempo aparentemente vai permanecer ate o final da semana por aqui. De certa forma, e um pouco estranho já que, apesar das nuvens e tudo mais, esta mais quente do que semana passada (atualmente por volta de zero, contra 5 graus negativos semana passada com sol). Acho que, de uma certa forma, e bom para poder ver todos os tipos de temperatura e notar como os esquis e as ceras reagem a essas mudanças, mas bem que podia ao menos sair um solzinho...
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
A Grande Familia Babel
Por esse motivo, aqui e uma verdadeira Torre de Babel, da mesma forma que se pode falar português a 30 cm de outra pessoa sem que esta entenda qualquer coisa do que você esta falando, o inverso também e verdadeiro. Isso sem falar na língua daqui, que e algo bem complicado de entender. Ao mesmo tempo, como todo mundo toma café da manha junto, almoça junto, janta junto, participa das atividades pós-treino junto e treina (quase) todo mundo junto, fica uma família bem estranha, mas funcional, onde o inglês acaba sendo meio que a língua comum (exceto para os países do Leste Europeu, que não são muito chegados na língua bretã). Mas talvez nada consiga bater o que aconteceu ano passado. Dois atletas se encontraram e começaram a se cumprimentar efusivamente, porque tinham participado de uma mesma competição anteriormente. Só que, como eram de países totalmente diferentes (Mongólia e Índia) e nenhum dos dois sabia a língua do outro, eles ficaram só no "Hei!", "Hei!" e não conseguiram trocar uma frase qualquer. Pena que eu perdi essa.
Amanha vai ser a minha 1a prova. Não precisam me desejar sorte nessa porque com certeza vou tomar uma volta e ser eliminado da prova. Deixem para a prova de domingo.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Todos a Liberec!
A viagem confirmou algo que já tinha notado no caminho de Praga para cá. Sendo o primeiro membro deste galho da família Ramos a visitar um pais do chamado Leste Europeu (desculpem o trocadilho infame) sempre fica uma certa curiosidade sobre como era um pais sob governo comunista. E de fato, mesmo quase 20 anos após a queda do Muro (que alias começou por aqui entre os tchecos), o pais e bastante, digamos, monótono: construções muito parecidas sem nenhuma criatividade arquitetônica. E uma casa branca, outra bege, outra amarela, uma construção grande bege, uma casa branca, e por ai vai. Some isso a uma enorme quantidade de neve e um tempinho bem nublado e temos a explicação do porque do pessoal daqui chegar no Rio e achar tudo lindo e maravilhoso. Caso consiga visitar Praga, espero encontrar algumas coisas mais interessantes. O lado positivo e que praticamente não tem propaganda pelas estradas/ruas. O Kassab ia adorar.
Sobre as provas, vai ser uma no formato "perseguição" e outra com largada intervalada. Na prova de perseguição, larga todo mundo junto usando a técnica clássica e, na metade da prova, troca-se o esqui para o estilo livre (onde todos usam a técnica de skating). O ruim desta prova e que, se você toma uma volta você e eliminado. Portanto, e bem provável que a minha primeira prova FIS seja um abandono forcado. A segunda larga um esquiador a cada 30 segundos e ganha quem fizer o menor tempo. Neste caso não há eliminação, mas será bastante dura mesmo assim.
Amanha e dia mais tranquilo, mas ainda sim dia de treino leve, depois veremos.
A propósito, depois de 4 dias da sua estada em Paris, a minha mala de esqui finalmente chegou, agora as coisas estão se normalizando.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Dia de Treinamento
O dia começa cedo. OK, não e de madrugada, mas 7:30 já tem que levantar para se arrumar e tomar café, que começa pontualmente as 8. As 9 temos que estar na frente do ônibus que sobe ate a estação de Horni Misecky. O tempo que demora ate chegar la serve como aquecimento.
O treino da manha dura umas duas horas. Quer dizer, tirando hoje, para mim não foi exatamente bem assim porque não tinha meu esqui comigo (de técnica do tipo skating), então fiquei treinando com outro tipo de esqui (para técnica clássica), onde basicamente treinei técnica. Quem haja que e só deslizar na neve e pronto esta enganado: e um tal de equilíbrio para cá, peso para la, levanta o esqui, enfim não e fácil.
Como só treinei técnica clássica nesses dias, digamos que eu melhorei bastante desde domingo, mas ainda falta dois pequenos "detalhes": subir e descer. Porque subindo ainda estou escorregando muito e descendo, se for muito íngreme, fica o medo de se esborrachar em uma das milhares de árvores que tem por aqui, mas estamos melhorando.
Por volta de 11:30 voltamos para o hotel onde trocamos de roupa e 12:30 tem o almoço. Pausa para um cochilo, e umas 3 da tarde voltamos para a pista, onde o treino e de técnica somente. Uma hora e meia mais ou menos e voltamos para o hotel, tomamos banho e o jantar e servido as....seis da tarde!!! Depois do jantar e horário livre, e como não da para entender nada do que passa na TV (esta tudo em alemão ou tcheco), faz-se outras coisas do tipo encerar esquis, ligar para a companhia aérea e perguntar se tem alguma previsão da minha bolsa chegar, ler um pouco. A rotina pós-jantar deve mudar um pouco a partir de agora, já que vai ter palestras e massagens,
Esta sendo cansativo, mas o resultado, ao menos em parte, já da para notar. Agora e aperfeiçoar a outra técnica, a de skating.... assim que meu par de esquis der o ar da graça por aqui.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Um telefone, por favor!
O fato e que aqui e bem isolado, bem longe de tudo mesmo. A cidade um pouco maior fica a 20km daqui. Lojinhas, supermercados ou qualquer tipo de comercio e inexistente. 1km acima de Dolni Misecky (que quer dizer Baixo Misecky) fica Horni Misecky (ou Alto Misecky) que e uma estação de esqui onde também tem pistas de Cross Country, mas as cidades/vilas/ruas sei la o que são bastante parecidas no conceito. Nada ao redor, meia dúzia de casas, árvores e, atualmente, muita neve.
Dito isso, o lugar e bastante interessante. Fica no Parque Nacional das Montanhas Gigantes... quer dizer "Gigantes" só no nome porque a maior montanha do pais, que fica aqui na região, tem 1600 metros. Talvez tenha alguma coisa a ver com aquela coisa comunista de mania de grandeza. Mas se você andar um pouco para cima, você vê uma bela paisagem e, se o tempo estiver bom, você vê muita coisa, mais ou menos como olhar por cima da serra de Petrópolis.
O melhor de tudo é que, apesar de ser muito bonito, o lugar ainda e barato. Não estou pagando nada, mas o hotel onde estou (Hotel Idol - http://www.hotelidol.com/) custa 350 coroas checas, ou menos de 45 reais (1 real = 8 coroas checas no momento em que escrevo) com pensão completa, onde pensão completa leia-se o prato do dia. Mas justifica as três estrelas. As fotos abaixo são do Hotel e arredores e foram tiradas com tempo bom para valorizar a paisagem.




O "destaque" do hotel não é o quarto, ou a sauna, ou qualquer outro serviço que o hotel oferece, mais dois mini-pôneis que também atendem pelo nome de cachorros. Um preto e outro branco, os dois verdadeiros "cães de armazém" porque passam o dia inteiro deitados na entrada da coisa (ocupando o corredor inteiro) e de noite ficam atazanando no corredor principal do hotel rosnando.
Só tem uma coisa que esta faltando aqui: apesar de ter internet sem fio, de onde estou escrevendo, não tem um telefone publico (alias tem um orelhão, que só funciona a base de moeda) e não tem telefone no quarto. Assim que eu conseguir funcionar o Skype do computador eu tento falar com alguém. Eu estou escrevendo em um computador em cima do bar do hotel, que fica na recepção do mesmo, como dá para ver nessa foto (onde eu não estava escrevendo), onde à noite ainda tenho que aguentar o povo fumando feito loco e vendo TV.
Enquanto isso, uma certa mala continua parada no aeroporto de Paris....segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Eu cheguei, o resto....
Estou teclando a partir de um teclado checo, entao acentuacao vai para o espaco no momento.
Bom, estamos aqui em Dolni Misecky, quer dizer, mais ou menos. E impressionante como nao consigo chegar em um lugar sem ter um minimo de problemas. Tudo comecou tranquilo. Cheguei no aeroporto no horario, o aviao atrasou uns 40 minutos, sem problemas. O voo, apesar de alguns bons momentos de turbulencia, foi razoavel, inclusive dando para dormir um pouco no caminho. Em Paris, aquela correria para pegar o voo para Praga, faz parte. Cheguei em Praga, uns 20 minutos atrasado, e fui pegar minha bagagem. Ai....
Espera na esteira, todo mundo pegando as suas bagagens, felizes e contentes, e nada das minhas malas. 30 minutos depois, chega um funcionario do aeroporto para um grupo que ainda estava esperando e avisa "suas malas estao em Paris". Isso com um motorista me esperando no lado de fora. Correria para ca, correria para la, coloquei meu nome na fila de reclamacoes e sai de carro, um belo Skoda, em direcao a Dolni.....a 130 km por hora na autoestrada. E o cara ainda chegou a ir a 160 em alguns momentos.
2 horas depois cheguei aqui em Dolni, morto de cansado pela viagem, fuso, etc... e praticamente sem roupa. Felizmente trouxe parte das roupas como bagagem de mao. A noite, me disseram que minha bagagem chegaria em breve. Na manha seguinte, chega.... so a bagagem de roupas e cacarecos. A mala de esqui ficou no Charles de Gaulle, onde ate o momento permance. Parece que por conta do tempo, algo do tipo tempestade de neve, fez com que os funcionarios do aeroporto batessem cabeca e ate agora nem sinal da coitada. Felizmente, o pessoal emprestou alguns equipamentos para nao perder muito tempo, mas e algo extremamente chato.
Por enquanto e so, tenho que ir porque a fila para usar o computador e grande. Prometo tentar colocar fotos....assim que conseguir carregar a maquina porque infelizmente as tomadas aqui sao de dois pinos, so que bem profundas, de modo que o pino nao consegue entrar. Tentarei ilustrar mais tarde. Mas por aqui esta tudo bem e o tempo esta ajudando bastante.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Další zastávkou, Dolní Mísečky
Uns 4 meses atrás, o pessoal da CBDN me perguntou se eu teria interesse em participar de um período de treinamento em Dolní Mísečky (com todos esses acentos aí). O programa faz parte do "FIS Aid & Promotion Cross Country Camp", que é um projeto da FIS para ajudar países que não tem centros de treinamento em seus respectivos países (pensei em fazer uma brincadeira com isso, mas acho que não ia ficar bem deixar em público).
Enfim, faz umas duas ou três semanas atrás me confirmaram neste centro de treinamento e lá vou eu para duas semanas que prometem, inclusive devo fazer minha estréia em competições oficiais da FIS no outro final de semana.
Como não levo o computador, as atualizações vão sendo de acordo com o período que puder acessar, mas sempre dêem...quer dizer deem (nova regra ortográfica) uma olhada no blog para saber as novidades. E vejam as fotos da viagem para Bariloche abaixo (cortesia de Sra. Mirlene).
Na shledanou (essa língua ainda vai me dar trabalho...)









