sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Brasileiro de Cross Country 2010: 15 km Livre - Porque a esperanca e a ultima... que chega

Depois de dias de molho, exaustao, cansaco e quedas, finalmente chegou o dia de ter uma prova que me favorecesse. Pista tranquila, neve relativamente rapida, sem possibilidade de apelar para os trilhos para andar mais rapido.

Entao, para ajudar um pouco, resolvi dar uma boa encerada nos esquis (provavelmente nao tanto quanto os outros, mas foi com o que eu tinha) e deixei tudo preparado com antecedencia para a prova. O dia estava ensolarado e estava tudo mais ou menos encaminhado.

Chegou a hora da prova, 4 voltas em um percurso com formato de oito. A primeira perna foi a mesma que corremos ontem e quase igual a de anteontem. Para chegar na segunda perna, tinhamos que atravessar no meio do caminho dos turistas e esquiadores de Cerro Castor e entrar em um trecho que foi usado na MarchaBlanca e que e bem plano.

A dificuldade, mais uma vez, ficava por conta da neve. Quando chegamos a neve estava muito dura. Voce sabe quando ela esta dura quando voce passa por ela e nao deixa nenhuma marca dos esquis. Porem, ao longo do dia, a medida em que o pessoal ia passando e o sol aquecendo a neve, ela ficou mais fofa, mais lenta e pesada. Pessoalmente nao gosto de neve que parece gelo, entao a perspectiva era boa.

A largada era individual, sendo os mais lentos largando na frente. Dessa forma, parti em disparada com a missao de nao tomar volta de ninguem. A primeira volta passou voando: 12 minutos. Estava em um bom ritmo e acho que ate daria para tentar completar abaixo dos 50 minutos, mas ai, na unica dificuldade da pista, uma descida traicoeira, aterrisei de cara para a neve e o esqui saiu do pe. Sim, aquele mesmo esqui que deu problema na MarchaBlanca. Antes que me condenem pelo relaxamento, posso me defender dizendo que levei esse par ate a loja de esquis e falei com o dono, que importa os esquis de cross country (o unico da America do Sul toda). Ele checou, usou outra bota, fez um teste para tentar arrancar a bota do esqui, mas nao achou nada. Por isso resolvi nao trocar a fixacao, mas acho que vou faze-lo enquanto estou aqui.

O problema da queda nao seria grave, exceto pelo fato de que, como a neve estava molhada, estava atrapalhando na hora de colocar a bota no esqui. Como estava no final de uma descida, os esquis nao paravam na neve e o panico foi aumentando. Uns 2 minutos depois consegui finalmente recolocar a bota nos esquis, nao sem antes derrubar com o meu bastao o Lutz, que passava na hora enquanto tentava recolocar o bastao. Enfim, parti de novo e com a esperanca de tentar forcar o maximo que dava para recuperar o tempo perdido.

O restante da prova, tirando uma queda boba no plano mas que foi rapidamente resolvida, foi em um bom ritmo. Fechei as duas ultimas voltas em 13 min e 13 min 30 seg, o que provavelmente faria com que eu fechasse a prova em 51 minutos mas, com as quedas, terminei a prova em 53 min 28 seg. Com certeza a prova mais rapida que ja fiz no percurso mais facil que ja andei. Nao tomei volta de ninguem e, se nao tivesse caido, teria brigado pela posicao na minha frente, ja que o Helio teve uma queda (rara) na terceira volta e sentiu um pouco de caibras antes de voltar a andar. Como a pista tinha varios lugares abertos, dava para ver aonde ele estava na minha frente. Essa possibilidade de brigar para valer uma posicao com alguem NUNCA havia acontecido antes, e por bem pouco todas as minhas frustracoes da minha estada aqui teriam ido embora. Assim, novamente fui o ultimo entre os atletas FIS, mas nao o ultimo entre os brasileiros.

Enfim, amanha ainda vai dar para dar um giro para soltar um pouco e aproveitar o fato de estar aqui no lugar apropriado para esquiar. Depois eu volto para fazer o saldo da viagem.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Brasileiro de Cross Country 2010: Sprint Clássico - Cumprindo Tabela

Nada como um dia após o outro. Nao, definitivamente nao tive uma performance excepcional hoje, seria algo como o Íbis ganhar o Campeonato Pernambucano, mas ao menos tive uma prova mais normal, dentro das restriçoes que tenho.

O dia hoje começou animado, as 8 da madrugada (aqui o sol nasce as 8:30 atualmente), me vem um argentino batendo na porta de falando "Marcelo... Marcelo...". Como o infeliz nao se mancava que estava batendo na porta errada, acabei levantando, abri a porta e falei: "Eu nao sou Marcelo". So consegui ouvir um sussurro de pedido de desculpas enquanto batia a porta e voltei para a cama.

Fomos para Cerro Castor e o prognostico em relaçao a ontem nao mudou muito. De fato, a pista era a mesma, a neve era a mesma e os adversários eram os mesmos. A diferença foi que, ao invés de 10 km, a prova era de categoria sprint, de menos de 1,5 km, logo o esforço seria menor. A estratégia para a prova era simples: forçar até o limite o tempo todo, já que a prova dura uns 5 minutos. Cera? Tirando uma ou outra subidinha, era tudo no braço, como ontem, e a distância ainda mais curta de hoje dispensava qualquer aplicaçao extra na base do esqui.

O resultado nao preciso falar muito, já que foi dentro do esperado (aliás, quando eu sair da incômoda última posiçao, eu aviso), mas ao menos me senti bem melhor, caí menos (e descobri o segredo de nao cair numa descida enjoada) e completei com um pouco mais de honra.

Para completar o dia, mais uma surpresa: voltando de van para o hotel (aqui as vans imperam e sao todas legalizadas para transportar turistas para os centros de esqui da regiao), o nobre motorista esqueceu de mim e foi até o outro lado da cidade quando, ao abrir a porta para que outros passageiros saltassem, ele olhou para mim e se lembrou de que tinha que ter parado no centro para me deixar antes de dar essa volta toda. A essa hora, nem estava ligando muito para isso, afinal de contas, aquilo nao ia mudar muito a minha vida mesmo.

Amanha é o último dia de provas, os 15 km livres. Dessa vez a pista me favorece. Espero que saia tudo bem amanha.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Brasileiro de Cross Country 2010: 10km Classico - Faltou um braço a mais

Depois da prova de domingo houve pouco tempo para descanso porque de hoje até sexta serao realizadas as provas do Brasileiro de Cross Country, que obviamente seria no Brasil se lá houvesse neve (no máximo daria para fazer as provas de rollerski).

Considerando que a máquina que prepara a pista da Francisco Jerman, local onde deveriam acontecer as provas, está quebrada desde a semana passada, os argentinos improvisaram uma pista de 2 km do lado do Cerro Castor e, como a matemática manda, tivemos que dar 5 voltas nela.

O percurso em si nao era difícil. De fato, quando fui fazer o reconhecimento, contaram que a pista estava verdadeiramente "cross", com direito a toco de árvore no meio da pista, que fazia você decolar. Na verdade, era uma raiz que fazia dar um leve salto, sem grandes consequências. O problema maior era a neve. Assim como aconteceu em 2009 em Liberec, a neve quase gelo fazia a cera que agarra, que é o básico para conseguir realizar a técnica clássica, ser raspada da base. Sem cera, o único jeito que você tem de locomover-se é usando a técnica de "double pole" (ainda nao consegui uma traduçao para isso, mas por enquanto fica como "bastao duplo") o que signfica ter braço, mas muito braço, coisa que eu nao tenho, infelizmente e que cheguei a essa conclusao nas últimas semanas.

Como o percurso nao era complicado, resolvi colocar a cera e nao o klister, que é uma espécie de cola que se coloca no lugar da cera de agarre. Na pior das hipóteses, ia sofrer horrores. A maioria preferiu o klister.

E lá fomos nós para a prova. Novamente fui o número 1, e dessa vez nao sei qual foi o critério. Como a largada era no sistema de intervalos, ia ser novamente ultrapassado por todo mundo. Nos primeiros metros, tudo bem, mas depois a cera se mostrou muito pouco confiável e, para piorar, estava deixando meu esqui mais lento. Antes nao tivesse botado nada, pelo menos ia deslizar mais rápido.

Embora o percurso nao fosse dificil na questao da altimetria, era muito complicado na questao largura, aliás como qualquer outro percurso daqui. Para se ter uma ideia, tinha uma seçao onde havia mao e contra-mao em algo nao maior do que 2 metros de largura. Entao, com a minha falta de jeito, nao estava conseguindo relaxar por causa do pessoal me passando e do medo que me esborrachar em uma árvore. Entao, no final da 1a volta, já havia notado que os prognósticos nao estavam a meu favor....

O que foram as outras 4 voltas? Em resumo, um sofrimento só. Tendo que usar só os bastoes, cansei bem rápido e ia sendo ultrapassado o tempo todo. Literalmente, precisava de mais um braço para andar bem. No fim, última posiçao entre os atletas FIS e o tempo final de quase 1 hora (nem quero saber o tempo exato).

Se algo positivo pode ser tirado da prova é que, de fato, como havia notado desde julho, preciso muito melhorar e fortalecer o movimento com os bastoes. Se nao, vou passar o resto da minha vida sofrendo desse jeito.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

24a MarchaBlanca - Edicao 2010, Parte 2: ...e entao Feidipides gritou "Vencemos" e....

Eu tinha a possibilidade de tomar o atalho no meio da prova porque o percurso e ao longo de um vale que vai de Tierra Mayor ate Cerro Castor. E a metade da percurso cruzava o outro lado do vale, na altura de Tierra Mayor.

Dessa forma, com todos os problemas nas costas (nao, pelo menos minhas costas estao bem, essa foi apenas uma figura de linguagem), la fui eu para 21 km de esqui. Obviamente nao ia sair desembestado, mas mesmo assim, sabia que nao ia ser facil.

A pista estava bem rapida. Isso seria apenas positivo se tivessem preparado direito a pista. So que entre maquinas quebradas (tipico daqui) e improvisacoes, a neve bem endurecida deixava a pista com um leve toque de sabao, alem de ter subidas que pareciam paredes de gelo. Como a altimetria e mais tranquila do que nas provas na Europa, dava para manter um ritmo razoavel no plano e nas subidas entraria no chamado "modo de seguranca".

Britanicamente atrasada (todo ano atrasa, dessa vez foi por causa dos discursos de inauguracao da pista municipal de cross country, que e o percurso da Marcha), as 12:05 foi dada a largada. Nao houve sustos nem bastoes quebrados nos primeiros metros, o que e algo positivo. Na prova longa, nao havia mais do que 100 pessoas competindo, o que significa que em pouco tempo estavamos todos dispersados. Alem do Helio, havia um outro brasileiro competindo, o Enrico, que mora na Noruega e veio participar da Marcha e das provas do brasileiro (mais sobre isso, mais tarde). Se conseguisse chegar entre os dois, estaria otimo, e nos primeiros quilometros estava cumprindo bem a tarefa. A pista rapida nao deixava espaco para usar a tecnica, mas ao menos no trilho para o esqui classico (que sempre tem em provas como essa), dava para andar bem rapido sem grandes esforcos.

Depois das primeiras subidas, voltamos para a regiao de Tierra Mayor e, surpresa, encontramos com o grupo bem atrasado da prova de 7,5 kms. Todos largamos juntos e nos separamos nos primeiros kms para nos reencontramos novamente nesse ponto. Nesse link voces podem ver o que estou falando. Contudo, quando eu falo em "grupo bem atrasado", eu me refiro a criancas de 3 anos acompanhadas dos pais, excursao da escola, a turma fantasiada, etc, etc... Alias, se a turma que gosta de usar fantasia para participar das corridas no Brasil souber disso aqui, vao ficar loucos para vir, porque o que nao falta e fantasia (depois eu coloco algumas fotos dos tipos). Pois esse grupo, junto com uma pista onde mal cabe um esquiador, gerou uma confusao colossal entre as duas provas, pois tinhamos que ficar driblando essa turma ao mesmo tempo que ficar concentrado na prova. Nessa altura, tentando tomar um caminho alternativo para driblar um grupo de criancas que simplesmente empacou em um morro, escorrego na neve mais dura (pois estava fora da pista) e tomo o primeiro tombo... de muitos como verao daqui a pouco.

Nessa hora, o Enrico, que estava atras de mim, me ultrapassou e foi embora. Eu tentei encostar, mas uma queda dessas tira voce de combate se voce esta acompanhando outra pessoa, pois a distancia que o adversario abre e muito grande. A moral deu uma abalada nessa hora, mas continuei.

Passamos pelo caminho sem retorno, isto e, dali em diante so tinha um caminho, que era o de ir ate a chegada. Estava cansado, mais do que deveria estar nessa hora, mas dava para seguir em frente. A segunda metade e um pouco mais complicada, principalmente porque tem subidas (e descidas) bem apertadas e chatas. A pista passa por debaixo da estrada duas vezes (os chamados "esquidutos"). O primeiro tunel fica numa curva apertada em descida. O Helio tinha me avisado da dificuldade, desci com todo cuidado e devegar mas, mesmo assim, acabei parando no barranco de neve na curva da entrada do tunel. Mas a queda nao foi o pior, o problema foi que um dos esquis saiu do meu pe e a fixacao dele rachou. Dava para continuar, so que nao dava mais para cometer qualquer erro, se nao o esqui ia sair do pe de qualquer jeito.

No km 15 chegamos na beira do Cerro Castor e voltamos em direcao a chegada. Nessa hora a pista fica plana de novo, mas tres quilometros depois vieram as paredes de gelo: subidas curtas, mas ingremes, que com a neve dura tornava a superacao bastante complicada. Foram umas tres, e nas tres eu escorreguei, cai, perdi o esqui e voltei para a base da subida. Nessa hora estava arrasado, pois minha expectativa de tempo (algo proximo de 1h32) que estava tentando manter estava indo para o espaco, fora o esforco extra de subir quase tudo de novo.

Faltando 1,5 km estava morto e ainda tinha que subir mais alguns morros antes de entrar na parte final. Fui devagar, torcendo para que acabasse logo a tortura (eu nao sabia como era o percurso antes da prova). Ja nao queria saber de tempo, so queria acabar logo e finalmente completar a prova que ha quatro anos, por diversas razoes, nao conseguia fazer (basta ler os posts dos anos anteriores) e quase ia ter que esperar mais um ano para tentar de novo.

Enfim, passei pelo segundo tunel e entrei no km final, em terreno conhecido. A tecnica ja tinha ido para o espaco, mas a neve estava um pouco melhor nesse trecho e deu para nao perder o ritmo. Entao, finalmente, 1h41min depois, termino a prova, encerrando a agonia. Nao fui mal no geral (fiquei na metade da lista dos que terminaram), mas cheguei tarde o suficiente para ganhar uma misera garrafa de agua, enquanto o pessoal da frente e todos os "bravos" que fizeram a prova de 7,5 km ganharam ou isotonico ou qualquer outra coisa com sabor, o que era bem melhor do que agua.

O normal depois de uma prova como essa, no frio, e entrar em algum lugar quente o mais rapido possivel. Bom, isso nao foi possivel, porque fui caminhando lentamente ate o chale de Tierra Mayor, tao utilizado nos anos anteriores pelo simples motivo que assim era o mais rapido que podia andar. Fiquei esperando pelo transporte de volta a Ushuaia meio em estado de choque, dado que mal conseguia comer e nao tinha fome nenhuma (e olha que demorou mais de duas horas para voltar para o hotel).

Enfim, nao foi a forma mais bonita de completar, nem a que estava sonhando, mas cumpri a missao e terminei essa maldita prova. Ate porque nunca se sabe quando sera a proxima vez. Amanha, temos a primeira prova do Brasileiro. Diante do que aconteceu no domingo, vai ser brincadeira.

24a MarchaBlanca - Edicao 2010, Parte 1: O Inicio do Fim da Saga

Antes de falar sobre a prova, deveria ter colocado um outro post introdutorio, como costumo fazer antes de viajar. Infelizmente, as circunstancias acabaram fazendo com que aquele que eu tinha preparado perdesse toda a sua utilidade gracas aos problemas das ultimas semanas. Teve de tudo um pouco, entao resolvi dividir o relato da prova em duas partes: primeiro falando sobre tudo que deu errado antes da prova e depois sobre a dita cuja.

Bom, ate o 1o fim de semana de julho estava tudo bem. Quer dizer, dentro da normalidade, dadas as minhas restricoes de tempo. Felizmente nao fiquei doente durante todo o semestre e consegui nao interromper o treinamento, apesar das tradicionais restricoes.

Entao, comecou tudo. Inicialmente, passei duas semanas com o trabalho me ocupando boa parte do tempo. Isso significa que treinei pouco e, principalmente, acabei nao correndo durante todo esse periodo. Porem, eu estava inscrito para a Meia da Maratona do Rio, no dia 18. Nao era a minha primeira meia, entao achei que daria para completar bem, embora ainda acima de 1h30.

No meio da prova, alias, com 2/3 dela, comecei a sentir uma dor na lateral e atras do joelho. No inicio, parecia ser apenas uma dor "tradicional", mas rapidamente se tornou numa dor muito incomoda. Comecei a reduzir o ritmo e nada. Terminei a prova trotando, frustrado e sabendo que algo tinha dado muito errado.

Nas semanas seguintes, o lema foi: "Vamos nos preservar para Ushuaia". Entao, nada de corrida (alias ate agora nao corri desde o incidente citado acima), pedal, natacao, alongamento, pilates, gelo e tudo mais o que fosse possivel para estar em condicoes minimas de estar aqui, o que deu razoavelmente certo.

Assim, destreinado e traumatizado, cheguei aqui em Ushuaia na ultima quinta-feira a noite, dia 12. O dia seguinte foi uma verdadeira sexta-feira 13 para mim: fui esquiar e depois de 30 minutos estava exausto, sem forcas, com dor de cabeca e querendo ficar com febre.

Ou seja: faltando 48 horas para a MarchaBlanca, os prognosticos nao eram muito bons. Entao, passei o sabado de molho no quarto do hotel e fui me sentindo melhor, mas achava que nao ia correr a prova por dois motivos. Primeiro, achava que as inscricoes estavam encerradas, e depois que eu nao estaria em condicoes de correr nem 1 km no dia seguinte, quanto mais 21 km. Iria para Tierra Mayor (largada e chegada da Marcha esse ano) apenas para acompanhar a largada e fazer uma rodagem leve (com esquis).

Naquela noite, conversando com o Helio, ele falou que dava ate para fazer a inscricao na hora se eu quisesse. Entao eu fiz pela internet mesmo e se me sentisse bem, pagava na hora. Nesse momento, eu achava ate que, se eu corresse, iria fazer a prova menor, de 7,5 km, mas fui dormir em duvida.

Entao, na manha seguinte, acordei melhor, embora nao 100%, fui ate Tierra Mayor, paguei a inscricao para a prova longa e fui dar um giro. Se me sentisse mal depois de 5 minutos era porque nao tinha me recuperado. Felizmente, isso nao aconteceu e eu decidi: ia largar a prova longa e se achasse que nao ia conseguir, virava na metade do percurso e pegava o atalho para a chegada.

O que aconteceu depois, vem no proximo post.