Depois de alguns dias treinando, chegou a hora da verdade. Aqui em St. Ulrich, haviam três provas programadas: o sprint clássico na sexta, 10k livre no sábado e os 15k clássico com largada em massa no domingo. Participei das duas primeiras provas porque, no caso dos 15k, havia uma grande chance de tomar uma volta e ser eliminado da prova, sem falar no fato de que, mesmo que completasse, a pontuação seria altíssima (basicamente, quem anda na rabeira como eu sai bastante prejudicado nas provas com largada em massa).
Conforme eu falei no post anterior, fizemos o reconhecimento no dia anterior. Estava relativamente confiante, principalmente ao saber que a distância da prova era de 1460m e nao 1300m como estava indicando na pista. Quer dizer, confiante de que esse sprint seria melhor do que o de Janeiro, lá em Nes, na Noruega. Porém, sendo a primeira prova depois de quase um ano, era até normal que eu estivesse um pouco nervoso.
Os esquis foram preparados de véspera, exceto a parte do grip. Para quem não conhece, os esquis de clássico são encerados com dois tipos de cera, a de deslize ("glide") nas pontas e a que segura ("grip") no centro. O grip é importante para que um esqui possa ficar grudado no chão enquanto o outro desliza, fazendo o tal do passo alternado. É mais fácil de aplicar, mas também é o mais difícil quando as condições do tempo mudam (basicamente em toda prova, alguém ainda vai fazer um estudo calculando o pânico dos enceradores versus as mudanças bruscas de tempo antes da prova). E, se no dia anterior, as condições estavam quase perfeitas com os meus esquis, no dia da prova o sol resolveu sair e esquentar um pouco a neve.
Ainda assim, eu sai para testar e parecia tudo normal. Na dúvida, eu passei uma outra camada para evitar que eu perdesse o grip durante a prova. Na hora que eu fui testar, no morro que eles deixam preparados exatamente para isso, subi sem problemas. Na hora de descer, um outro esquiador resolveu botar os esquis no trilho que eu estava descendo... e não tirou ao ver que eu estava descendo. Ficou aquele negócio de "deixa que eu deixo" e ninguém saiu do lugar. Resultado... pelos palavrões que ele disse para mim vocês podem imaginar como foi a batida. Honestamente, a culpa foi dos dois, já que ninguém fez menção de mexer, mas provavelmente ele acha que a culpa foi minha. Enfim, paciência, acidente de prova.
Tudo pronto, lá fomos os três (eu, Leandro e Capitão) para a largada. E lá fui eu, tentando não sair dando tudo para não ficar afogado no meio da prova. O percurso tinha três subidas, a primeira era a mais difícil, embora também fosse curta. Fui tentar usar o passo alternado e ver se tinha acertado a cera e... tropecei, típico sintoma de quando a cera não pegou na neve. Nesses casos, o jeito é caminhar na neve (faz parte) até que a inclinação diminua. E assim foi nas outras duas subidas.
Indo para a reta final da prova, sendo o último a completar (mas dessa vez o intervalo para as eliminatórias era maior) obviamente que chama a atenção do narrador local da prova, mas ao ver o meu tempo eu nem liguei: 6m40seg, que representou uns 950 pontos, 160 abaixo do resultado de janeiro. Além disso, depois de todos os problemas durante a prova, dava para pelo menos ter tirado uns 20 segundos desse tempo, o que seria uns 100 pontos a menos no resultado. Saí satisfeito. Óbvio que está muito longe do resto mas, ao menos no caso do sprint, houve uma evolução, considerando que tinha gente ainda melhor do que na prova de janeiro (eu volto nesse assunto no próximo post).
Esse foi o resultado positivo do final de semana, o negativo ainda estava por vir.
(PS: Não tenho fotos minhas correndo, mas eu complemento o post com fotos em breve)
Conforme eu falei no post anterior, fizemos o reconhecimento no dia anterior. Estava relativamente confiante, principalmente ao saber que a distância da prova era de 1460m e nao 1300m como estava indicando na pista. Quer dizer, confiante de que esse sprint seria melhor do que o de Janeiro, lá em Nes, na Noruega. Porém, sendo a primeira prova depois de quase um ano, era até normal que eu estivesse um pouco nervoso.
Os esquis foram preparados de véspera, exceto a parte do grip. Para quem não conhece, os esquis de clássico são encerados com dois tipos de cera, a de deslize ("glide") nas pontas e a que segura ("grip") no centro. O grip é importante para que um esqui possa ficar grudado no chão enquanto o outro desliza, fazendo o tal do passo alternado. É mais fácil de aplicar, mas também é o mais difícil quando as condições do tempo mudam (basicamente em toda prova, alguém ainda vai fazer um estudo calculando o pânico dos enceradores versus as mudanças bruscas de tempo antes da prova). E, se no dia anterior, as condições estavam quase perfeitas com os meus esquis, no dia da prova o sol resolveu sair e esquentar um pouco a neve.
Ainda assim, eu sai para testar e parecia tudo normal. Na dúvida, eu passei uma outra camada para evitar que eu perdesse o grip durante a prova. Na hora que eu fui testar, no morro que eles deixam preparados exatamente para isso, subi sem problemas. Na hora de descer, um outro esquiador resolveu botar os esquis no trilho que eu estava descendo... e não tirou ao ver que eu estava descendo. Ficou aquele negócio de "deixa que eu deixo" e ninguém saiu do lugar. Resultado... pelos palavrões que ele disse para mim vocês podem imaginar como foi a batida. Honestamente, a culpa foi dos dois, já que ninguém fez menção de mexer, mas provavelmente ele acha que a culpa foi minha. Enfim, paciência, acidente de prova.
Tudo pronto, lá fomos os três (eu, Leandro e Capitão) para a largada. E lá fui eu, tentando não sair dando tudo para não ficar afogado no meio da prova. O percurso tinha três subidas, a primeira era a mais difícil, embora também fosse curta. Fui tentar usar o passo alternado e ver se tinha acertado a cera e... tropecei, típico sintoma de quando a cera não pegou na neve. Nesses casos, o jeito é caminhar na neve (faz parte) até que a inclinação diminua. E assim foi nas outras duas subidas.
Indo para a reta final da prova, sendo o último a completar (mas dessa vez o intervalo para as eliminatórias era maior) obviamente que chama a atenção do narrador local da prova, mas ao ver o meu tempo eu nem liguei: 6m40seg, que representou uns 950 pontos, 160 abaixo do resultado de janeiro. Além disso, depois de todos os problemas durante a prova, dava para pelo menos ter tirado uns 20 segundos desse tempo, o que seria uns 100 pontos a menos no resultado. Saí satisfeito. Óbvio que está muito longe do resto mas, ao menos no caso do sprint, houve uma evolução, considerando que tinha gente ainda melhor do que na prova de janeiro (eu volto nesse assunto no próximo post).
Esse foi o resultado positivo do final de semana, o negativo ainda estava por vir.
(PS: Não tenho fotos minhas correndo, mas eu complemento o post com fotos em breve)
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