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domingo, 17 de agosto de 2008

Quando o "quase" é relativo

A prova de sprint do Brasileiro de Cross Country era para ser amanha, só que a pedido do pessoal do Centro de Esqui, ela foi antecipada. Como somos só três, é fácil alterar a data.

A prova é no estilo clássico, ou o mais antigo, onde o esqui desliza na neve para frente e nao "patina" como no estilo skating. Fazia mais de 2 anos que nao andava em um esqui clássico, a última vez foi no Campeonato de 2006 lá em Ushuaia. Logo, nao me parecia que seria algo memorável para mim. Como o Leandro nao anda muito de clássico, a disputa poderia ser um pouco mais apertada.

Antes da prova, para fazer uma rápida readaptaçao, andei um pouco no percurso, menos complicado do que em Ushuaia (que era curtinho e todo cheio de curvas), mas bem mais difícil porque tinha uma senhora subida, que também era usada no percurso de skating (aquele que eu descrevi abaixo).

De qualquer forma, pronto ou nao, lá fomos nós três (eu, Mirlene e Leandro) para 2 km de "pura adrenalina" (normalmente as provas sprint costumam ser muito disputadas pois sao em baterias com 6 esquiadores). O Leandro saiu logo na frente mas, para minha surpresa, consegui acompanhar durante algum tempo. Aí as pernas fraquejaram um pouco e, com duas quedas no meio do percurso (por conta de falta de equilíbrio nas curvas fechadas em descida) acabei ficando para trás. Porém, o resultado foi bem mais perto, já que o Leandro fechou em 7´11" e eu em 10´18", ou menos de 50% de diferença (bem melhor do que os quase 100% da prova de 15 km). Se descontar uns 30 segundos de cada queda, a diferença de performance foi ainda menor. A Mirlene chegou atrás de mim porque caiu no mesmo lugar do que eu (na segunda queda) e arrebendou a fixaçao da bota, o que fez com que ela descesse o morro sentada nos esquis para poder chegar com os dois (embora a regra permite que se chegue com apenas um).

Sim, foi por "pouco" que nao ganhei, mas fiquei bem satisfeito com o desempenho e com a minha técnica no esqui. Graças as dezenas de vídeos que eu baixei esse ano deu para copiar alguma coisa. Falta ainda para buscar a vitória, mas ao menos saí bem animado com o resultado.

Amanha começo a minha volta para casa (se a Aerolineas deixar), mas assim que conseguir as fotos com a Mirlene e com o fotógrafo do Centro, que tirou umas fotos da prova de 15 km eu coloco aqui.

Gracias y hasta luego.

sábado, 16 de agosto de 2008

Roberto, o Italiano

O hotel onde estou está a 4 km do centro de Bariloche: longe demais para caminhar, mas perto o suficiente para ir de ônibus. O problema é que, quando voltamos do Centro de Esqui, cadê a vontade de tomar banho e ir para o centro da cidade? Por isso, seguindo uma sugestao dos donos do hotel, conhecemos o restaurante italiano.... L´Italiano, que fica a uns 200 metros do hotel (metade deles em subida, por isso que as vezes vamos sem tomar banho mesmo).



O restaurante, como o nome sugere, é de um italiano, chamado Marco, mas nós o apelidamos de "Roberto" porque ele se parece com o ator Roberto Benigni, aquele do "A Vida é Bela". E nao é só na aparência que ele se parece: o cara é uma figuraça.

Ele veio de Torino (mundo pequeno esse, nao?) e montou o seu restaurante aqui em Bariloche há um ano. Ele tinha uma mercearia/açougue em Torino e, por conta de um amigo que mora em Buenos Aires, visitou Bariloche no início do ano passado. Se encantou com a cidade, vendeu o negócio dele e se mudou da Itália com toda a família (ou quase "Deixei a mae por lá", disse ele) para viver aqui em Bariloche. Segundo ele, "aqui se vive muito melhor", seja lá o que isso pode significar se tratando de Argentina e, como o negócio dele está dando certo, ele vai ficando.

De fato, nao tem como nao dar certo: ele faz quase tudo no restaurante, desde o atendimento até o marketing do restaurante. Só que ele faz mil coisas ao mesmo tempo, o que o torna a atraçao do lugar. Ele é capaz de dar "saúde" a um espirro meu, mesmo estando ele no andar debaixo do restaurante. Ou entao atender sentado para anotar os pedidos porque "por conta da cerveja artesanal que ele estava experimentando para passar a vender no lugar ele já estava meio alto". Mas, provavelmente, o sucesso dele também está no preço. Se a comida aqui já é barata, lá é ainda mais. Nao tem um prato de massa que custe mais do que 10 reais (20 pesos), embora alguns dos pratos estejam semi-prontos (aqui também existe o esquema de comprar no restaurante e comer em casa). Porém, mesmo essas comidas sao muito boas, o que faz com que mesmo em uma quinta feira à tarde tenha gente almoçando no restaurante (como nós, por exemplo). Claro que nao se pode dizer que o negócio dele decolou, mas já tem uma clientela fiel.

Nao fomos na noite em que ele comemorou o 1o aniversário do lugar, que teve música ao vivo (inclusive tocando Paralamas!!) contratada e pescados "de alta qualidade", mas parece que a noite foi boa porque no dia seguinte, quando fomos almoçar ainda estavam lavando o andar de cima porque a casa estava cheia até tarde da noite.

Enfim, tem maluco para tudo nessa vida, mas é muito divertido conhecer esses doidos ao redor do mundo. Só que, embora ele possa ser meio extravagante, a única coisa que nao se pode falar dele é que ele é bobo. Recomendo para todos que venham para cá comer no restaurante dele.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

El Director

Essa nao aconteceu exatamente comigo, mas acabei participando indiretamente, como vocês vao ver. Uma das vantagens do blog é que se pode aguardar um pouco para contar a história toda, já que até ontem nao tinha entendido nada.

Como já expliquei, além das provas do Brasileiro de Cross Country, tambem tem provas de Biathlon acontecendo aqui. Para quem nao sabe, o Biathlon junta esqui e tiro. Tiro lembra militares. Portanto, nao é surpresa que todos os praticantes de Biathlon do Chile e da Argentina (todos mesmo) sejam militares.

Logo, o Sulamericano que está acontecendo aqui conta com a participaçao de Chile, Argentina, Estados Unidos, Espanha (como convidados) e o Brasil, com o Leandro e a Mirlene, que chegaram aqui antes. Eles estavam na Escola Militar como convidados (veja fotos abaixo da Escola), participaram de um seminário, e estava fazendo tudo de acordo com o regulamento interno. Aliás, o Sulamericano por sua vez faz parte dos jogos militares de inverno, juntando o útil com o agradável.

Só que um Venezuelano (parece até que é perseguiçao, mas fazer o quê se o infeliz é de lá), que está começando a esquiar, e é todo atrapalhado, resolveu entrar na sala do diretor da Escola e começou a ameaçar com processo e tudo mais o que tem direito porque nao foi inscrito nas provas, onde a responsabilidade era dele mesmo de ter feito isso. O tal diretor, sei lá porquê, achou que o Leandro e a Mirlene também estavam reclamando, e quando o Leandro foi fazer um comentário antes da prova de 15 km de cross country (aquela que eu participei), parece que o diretor ficou uma fera (pelos comentários dos seus subalternos, ele parece ser, digamos, esquentadinho) e, para acalmar os ânimos, o pessoal da Federaçao Argentina pediu para que o Leandro fosse até ele para agradecer por poder participar das provas e que ele e a Mirlene estariam se retirando para um hotel naquela noite mesmo.

Advinhem qual foi o hotel que eles foram? Exatamente, o mesmo onde estou ficando este período. Dessa forma, o Le Charme (que parece nome de motel da Av. Brasil, mas é um hotel família, eu garanto, as fotos abaixo comprovam) acabou virando a base brasileira para as provas de Cross Country. Nao sei se é possível imaginar a minha surpresa quando, ao chegar no hotel naquela noite eu ouvi a notícia dos donos do hotel que os dois estavam indo para lá.



Enfim, dois dias depois o tal diretor foi conversar com o Leandro, oferecendo novamente o quartel para voltarem a dormir por lá. Como já tinham pago o hotel antecipadamente, nao era mais preciso, mas ao menos voltamos a ir e vir com a van dos chilenos que era oferecida gratuitamente pelos militares argentinos para subirem até o Centro (por dois dias fomos de carona com outros ou tivemos que pagar para alguém nos levar até lá). Mas, mesmo assim, quando entramos no dia seguinte na van, um dos argentinos militares que estavam lá veio perguntar se o diretor tinha realmente permitido porque ele nao tinha recebido ordem alguma, pois o diretor falou diretamente com o Leandro e ninguém tinha coragem de perguntar para o tal diretor se ele realmente tinha autorizado que nós voltássemos a usar o transporte militar oficial.

Depois eles ainda se perguntam (e se lamentam) que perderam as Malvinas...

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

A Rotina

Nao é a primeira vez que venho a Bariloche. A primeira vez foi em 1995 e, de uma certa forma, acabou sendo uma forte influência para estar por aqui hoje. Como já conheço a regiao, nao tem lá muita graça ver tudo de novo, ainda mais sozinho. Por essas e outras, nao me "resta" muita coisa a nao ser treinar.

Os dias aqui foram e serao bastante parecidos. Acorda-se cedo (para os padroes de Bariloche, já que o sol só sai nessa época depois de 8 horas) para pegar a carona até o Centro Nórdico que fica no caminho terrestre até o Cerro Otto (a outra forma de chegar no Cerro é de teleférico). Considerando que o Cerro está a uns 1400 metros de altitude, digamos que o Centro Nórdico fique por volta dos 1300 metros, o que é uma altura considerável pelo fato de Bariloche estar por volta dos 800 metros.

O caminho até o Centro é uma estrada de terra péssima, que quando neva/chove fica impraticável (o uso de correntes nos pneus é quase obrigatório). As fotos abaixo ilustram bem a situação.



A estrada tem 6 kms desde a entrada, que fica em uma das avenidas em Bariloche (uns 3 kms do hotel) e no meio do caminho tem o Centro de Piedras Brancas, que seria uma espécie de Cerro Catedral primitivo (quem sobe até lá sabe o motivo da comparaçao), onde o foco é mais para os principiantes.

Até agora já cheguei no Centro de várias formas: táxi (que custou uma fortuna e foi quase um desperdício no primeiro dia, pois nao estava a par da complicaçao e do esquema que é feito para ir e voltar de lá), pick-up e van, este último o mais comum. Subimos junto com a delegaçao chilena que também está aqui competindo, pois a van deles tem um lugarzinho sobrando. Um consolo, como dá para ver nas fotos abaixo é que a paisagem do caminho é interessante, o que ajuda a distrair dos trancos e solavancos. O lago é o Nahuel Huapi, que fica ao lado da cidade de Bariloche (e, obviamente, também fornece água, vinda das montanhas).




Chegando lá temos por volta de duas horas para treinar, exceto quando tem provas (no próximo post eu explico melhor), quando o retorno é logo após o término das mesmas. Como a pista é muito exigente, essas duas horas acabam sendo quase ideais, porque o esforço é grande.

A volta, sempre pela estradinha de terra, esburacada e saltitante, sao mais 40 minutos até voltar ao hotel. Pode parecer pouco, mas nessa brincadeira, saindo as 8 da manha do hotel, voltamos (sim, voltamos como se verá em breve) por volta de 1 da tarde, tempo para tomar banho, almoçar e descansar um pouco. Por conta dessa localizaçao horrivel, ninguém volta a tarde para a treinar, o que às vezes é bom e outras ruim (no meu caso, seria bom se tivesse mais tempo para treinar), mas acabamos sempre nos ocupando, seja vindo ao centro (e atualizando o blog) para comprar comida, seja encerando os esquis para os dias seguintes.

Quando se vê, já está na hora de jantar e voltar para o hotel, e ver um pouco das Olimpíadas, tanto pelo canal argentino quanto pela Bandeirantes de Vitória/ES (nao perguntem o porquê, e nem quero saber como conseguem). E nao dá para dormir tarde porque no dia seguinte é tudo de novo.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

É... Completei

Se estou escrevendo isso é porque sobrevivi, na verdade até que estou me sentindo muito bem para quem passou sofrendo 1h35min. Porém, foi complicado, muito complicado.

Fazendo um pequeno resumo do que era a prova: além de ser uma prova válida pelo Brasileiro de Cross Country, essa prova faz parte dos Jogos Sulamericanos Militares de Inverno, que nao é bem uma espécie equivalente de Jogos Olímpicos porque só tem militares participando e agregados, como nós, brasileiros e civis.

Além de mim e o Leandro, tem também a Mirlene que está participando. Os dois também vieram porque nessa semana também tem as provas de Biathlon que eles competem (na verdade eu é que vim por conta do calendário deles). Por isso, as provas nao foram em Ushuaia, onde é um pouco mais plano, como descrito no post abaixo.

Dessa forma, no meio de outras 30 pessoas participando, lá fui eu com o número 23 (largada dos competidores separada por 30 segundos) para fazer os tais 15km. E o ruim de se estar um nível abaixo dos outros é que se tem que dar passagem para todo mundo que vem atrás de você. Isso em uma pista onde mal cabe um andando nela. Abaixo, uma foto minha "arrepiando" por uma das descidas da pista. Como diria um personagem da tirinha "Os Bichos" - "o que importa é a atitude".


Enfim, a prova inteira foi sofrida. O fato de ter andado só dois dias atrapalhou, claro, mas com certeza o resultado nao seria muito diferente por conta das subidas, principalmente das duas mais difíceis, onde se nao tomar cuidado você acaba descendo a ladeira, quando deveria ser o contrário. Os marcadores ao longo do percurso, para evitar espertinhos, tentavam animar o tempo todo, mas quando se está dando o máximo, fica difícil conseguir ânimo para seguir. Mas, aos trancos e barrancos, com algumas quedas (uma espetacular em descida em alta velocidade no meio da segunda volta, ainda bem que é neve e nao saí com nenhum arranhao) e ao final da segunda volta todos já tinham completado, exceto eu. E ainda tinha mais uma volta (a primeira foi feita em 30 minutos e a segunda em 32:30).

Como estava sozinho, resolvi tomar meu tempo, assim antes das piores subidas eu segurava para tomar fôlego para superar a subida e depois recuperar um pouco mais na descida. Só que as pernas já nao respondiam tanto na descida e freiar começou a ficar meio complicado. No final da última subida, um voluntário que estava no topo dela me perguntou: "Água?", no que eu respondi "3o segundos", que eram mais importante do que qualquer bebida naquele momento.

No fim, com todos me aguardando (para poder fazer a premiaçao) cheguei exausto. O que eu achei estranho é que, apesar de todo o esforço, durante o resto do dia estava bem melhor do que em outras provas que já participei (talvez ter corrido por 4 horas no X-Terra tenha me dado alguma imunidade), inclusive encerei os esquis para andar hoje.

E o pior é que, apesar de todo o sofrimento, eu ainda quero voltar lá e andar todos os dias até a volta. Como diria aquele famoso personagem "De novo!!!".

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Subidas y Bajadas

Depois de um primeiro dia onde nada deu muito certo, finalmente consegui entrar em contato com o Leandro, que também está aqui para a competiçao. A propósito, a competiçao desta terça e da próxima segunda sao válidas pelo Brasileiro de Esqui Cross Country (vejam aqui o folder da prova). Nesta terça sao 15 km estilo livre (mas que todo mundo anda em estilo "skating", como já expliquei antes) e teoricamente é algo relativamente fácil.

Teoricamente. O problema é que o circuito simplesmente nao tem trechos planos, ao contrario de Ushuaia e Caviahue. O percurso maior, de 5km é assim. Partindo de uma passarela, onde tem a casa de cronometragem (1a foto) e o stand de tiro para o pessoal do biathlon (2a foto), já tem uma subida razoável (3a foto), uma leve descida, outra leve subida, outra descida forte, com final em curva, e a segunda subida mais complicada (4a e 5a fotos), subindo uns 30 metros com algumas partes (pequenas) planas.



Chegando no topo (1a foto abaixo), começa a descida, sempre com curvas fechadas (2a e 3a fotos abaixo), até chegar a uma reta onde se ganha muita velocidade. Até aqui sao 2km.

Depois de um par de subidas e descidas curtas e em curva, tem uma subida mais forte (próximas fotos), que vira uma descida curta e, o grande desafio, uma subida monstruosa que começa um pouco mais tranquilo e vai piorando cada vez que se chega ao topo.



Chega? Nada, tem a descida até o ponto de partida, íngreme, estreita (como aliás a pista toda, mal cabe um esquiador) e cheia de curvas fechadas, daquelas em que se tem que freiar o tempo todo para quem nao esta acostumado. Assim, depois de agradáveis 5km se retorna ao ponto de partida, por esse caminho da foto abaixo.


Sei que a descriçao pode nao ser exatamente algo fácil de se visualizar, agora acreditem que ela é muito difícil. A perna chega totalmente bamba tanto por conta da subida quanto da descida, quando se deveria descansar. Isso sem falar no esforço da subida, onde o batimento vai lá em cima (como se fosse um treino de intervalo após o outro).

E eu vou ter que fazer isso 3 vezes!

Cadê a Imprensa?

Chegar em Bariloche teoricamente deveria ser mais fácil do que em Caviahue ou Ushuaia, mas pelo visto a Aerolineas gosta que nos tenhamos fortes emoçoes.

Depois de chegar em Buenos Aires, fazer o translado entre aeroportos e ficar 4 horas esperando pelo vôo (que saía as 5:30 da manha), assistindo as Olimpíadas, versao argentina, numa TV ligada no aeroporto (e dando umas cochiladas, sabe como é, TV, madrugada, som baixo...), embarquei no vôo para Bariloche.

5:50 o aviao decolou e estava tudo correndo como previsto. Até que, 10 minutos depois da decolagem, surge a voz do comandante que diz: "Parece que temos um problema com o trem de pouso e vamos ter que voltar ao aeroporto". 10 minutos mais tarde, eis o comandante de novo "Sobrevoamos o aeroporto e parece que o trem de pouso nao recolheu, por conta disso vamos passar 30 minutos gastando combustível (!!!!) e depois vamos pousar na pista auxiliar".

Como assim, gastando combustível?

Enfim, depois de alguns instantes tentando entender o que se passava, olhei para tras e todos estavam cansados e dormindo. O cara do meu lado estava roncando (literalmente), o aeromoço estava andando como se nada tivesse acontecido, e eu estava morto de cansado. Nessa hora eu relaxei, pelo visto nao era nada demais mesmo. E nao foi, porque pousamos como se nada tivesse acontecido (ou o comandante era MUITO bom), trocamos de aviao e finalmente embarcamos para Bariloche.

So nao entendo onde estava a imprensa, que gosta de registrar todo e qualquer problema com um aviao que tenha brasileiros (e eu nao era o único). Eu queria dar meu depoimento e registrar meus momentos "angustiantes", assim nao tem graça.

domingo, 10 de agosto de 2008

Mi Bariloche querida!!

Mais um ano e depois de uma ausência deste blog (que só é atualizado quando há assunto), estamos de volta. Como esse ano nao tem triathlon aqui na Argentina (a situaçao esta feia), temos o Brasileiro de Cross Country, que vai ser aqui em Bariloche (aliás, como dá para notar, já estou aqui). Enfim, a pista é difícil, e ainda tem muito o que falar por aqui. Vamos atualizando aos poucos, hasta luego.