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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

FIS Race - St. Ulrich am Pillersee 10 km - Deus Castiga (e com juros)

Recapitulando alguns posts atrás, quem está acompanhando esta saga desde o início deve se lembrar (ou não, mas agora é detalhe) que as minhas provas seriam em St. Ulrich e Bad Goisern. Também vale a pena recordar dos meus escritos anteriores que a minha prova de St. Ulrich de 10 km não foi exatamente um sucesso, e finalmente é importante ressaltar que, ao chegar em Ramsau, recebemos o e-mail de que a prova de Bad Goisern tinha sido cancelada e renomeada para outra cidade.

Após relembrar os fatos acima, e fazendo uma pequena associação entre elas, tudo me leva a crer que só pode ser algum carma que fez com que a prova FIS acabou sendo marcada em... St. Ulrich! No meu caso em particular, esse carma foi um processo relativamente rápido, menos de uma semana. Me senti quase como se alguém tivesse falado para mim "Vai lá e termina aquilo que você estava fazendo", com o agravante de que, dessa vez, eu não estava dormindo do lado da pista, não tinha esquiado no dia anterior e todo o processo de preparação dos esquis seria quase "às cegas" pois nenhum de nós foi lá para ver o estado da neve.

Diante de tal cenário, não me sobrou muita coisa a não ser descansar no dia anterior (primeiro dia que efetivamente eu não fiz nada na viagem, já que os outros dias sem treino acabaram sendo sempre voltados para ir para outro lugar) e preparar mais ou menos do mesmo jeito que tinha sido feito uma semana antes. Assim, todo o processo de encerar foi praticamente o mesmo, exceto na hora de passar... O ESTRUTURADOR!!!!! (música de terror no fundo). 

O estruturador nada mais é do que um rolo de metal que você pressiona contra a base do esqui para criar mini sulcos, permitindo que a água passe mais rápido por baixo do esqui (sim, água, pois normalmente o esqui quando pressionado contra a neve gera uma camada milimétrica de água). Como o nome sugere, cria 'estruturas' na base do esqui. Quanto mais quente e mais húmida a neve, maior devem ser os sulcos.

Brincadeiras com o nome a parte (sempre achei o nome esquisito, mas dado que é uma tradução literal do inglês, vida que segue), o estruturador normalmente ajuda o esquiador. Porém, na dúvida é preciso ser cauteloso e usar um rolo com sulcos menores. Na prova anterior, eu havia colocado o rolo de 0.75mm e, pelo que eu senti, funcionou bem. Dessa vez, sem saber direito como estava a neve, coloquei o de 0.5mm, pois as informações que passaram era de que estava nevando na noite anterior.

Na madrugada seguinte (6 da manhã, tudo escuro) acordamos em Ramsau e nos preparamos para 2 horas de viagem de volta para St. Ulrich. Apesar de saber que, se a prova tivesse sido em Bad Goisern, teríamos que fazer uma viagem quase igual, foi um pouco frustrante voltar para St. Ulrich e ir para o mesmo lugar onde estávamos, mas sem poder usufruir da vantagem de estar colado na pista. No caminho, conversando com o Charlie, que também participou da prova, ele falou que a pista de Bad Goisern era "bem mais fácil". A essa altura, eu já estava convicto de que, independente do tempo, eu ia completar a prova porque nitidamente estava com a impressão de que seria o mais correto a se fazer, mesmo que estivesse me sentindo um lixo.

Dessa forma, chegamos as 9 da manhã no lugar da prova (horário que, uma semana antes, eu estava acordando... deu para notar que eu estava realmente frustrado com esse negócio de voltar para St. Ulrich, não?) e, dado que eu só ia largar depois das 11 horas, o jeito foi comer alguma coisa, passear, dar uma aquecida, passear mais um pouco, enfim, matar o tempo. Felizmente, o tempo não estava dos piores, próximo de zero grau, sem vento, então não foi das piores esperas.


O clima antes da prova, bem menos movimentado do que uma semana antes

Tudo pronto, lá fui eu mais uma vez para encarar os 5 km do percurso bem complicado. Rememorando o traçado, copio o dito cujo abaixo. Lá estavam a subida eterna, o morro maldito e todos os demais obstáculos. 
Repetindo o mapa do percurso. A subida longa fica logo após o km 1 e o morro maldito está no km 3. Em vermelho, as curvas rápidas 1 e 2.

Meu objetivo, além de completar a prova, era não cair de bobeira e perder tempo por nada. A neve, nitidamente, estava mais fofa do que uma semana antes, o que indicava que a pista estava mais pesada. Ainda assim, na largada, os esquis pareciam bons. 

Um pontinho azul saindo da largada
Olhando para o percurso acima, eu destaquei os dois pontos em vermelho. São as duas curvas rápidas do percurso, em descida e fechadas, mais sobre elas daqui a pouco. Por enquanto, estava eu subindo a primeira subida, aquela longa, e o objetivo era tentar buscar um ritmo que deixasse espaço para que eu não chegasse em cima morto. E, surpreendentemente, eu consegui fazer isso. Devagar, mas ainda assim um ritmo confortável e o GPS depois comprovou. Chegou a hora de encarar a primeira curva rápida. Além da dificuldade natural dela, havia um segundo problema: depois de mais de 150 esquiadores passando (fora o aquecimento), a curva foi ficando extremamente desgastada, de tal forma que só a parte de dentro estava contornável, enquanto que a parte de fora estava extremamente estragada, com a neve muito fofa. Isso é um terror para quem esquia pois se apenas um esqui pega a neve fofa é tombo na certa.

Entrei na primeira curva rápida e, apesar de um pouco de desequilíbrio, consegui me manter em pé. Boa, agora é subir de novo para encarar a segunda curva. Fiz do mesmo jeito que a primeira, mas a parte de dentro foi ficando cada vez mais apertada, apertada, apertada e... ploft. Me levantei e fui adiante. A queda em si não foi das piores, o problema é que depois da curva a descida continua por um bom tempo e você perde o embalo para a subida seguinte. Dos males o menor, vamos em frente.

Chegou a hora do tal morro maldito. Tentei ritmar a subida, mas não deu, tive que parar umas duas vezes, mas o objetivo era não cair na descida. Objetivo cumprido, vamos completar a volta. Mais sobe e desce e fiz os primeiros 5k.


Última subida chata da prova, depois de 4km. No comparativo, eu usando o V1, mais lento e o colega à esquerda usando V2.
 
Ainda na primeira volta, nas últimas subidas curtas antes da chegada. Já foi bem pior, mas ainda não consigo esquiar na posição correta, com o corpo mais projetado para a frente.

...e ainda tinha mais uma volta
  
Eu não queria ver o meu tempo (e de fato não consegui porque na queda o visor mudou de página), mas depois pelo GPS deu para ver que eu estava lento, comparado com a semana anterior: considerando que eu tinha tomado aquele tombaço a quase 50km/h (oficialmente 48km/h) e perdido cerca de 1'30" (considerando desaceleração e retomada), eu tinha feito praticamente o mesmo tempo até o ponto que eu saí da prova. Mesmo que eu tivesse visto o tempo, não importava, o objetivo era completar, e fui para a segunda volta.

A essa altura, acho que não preciso comentar que foi uma volta sofrida, parando em quase todas as subidas, então vamos aos tombos que aconteceram nas duas curvas rápidas, sempre pelo mesmo motivo: a parte esquiável ia ficando cada vez mais apertada e acabei indo parar na parte fofa do lado de fora. Na primeira curva, entretanto, o problema foi pior. Além de cair, o esqui entrou na neve. Para tirar dali é um parto, fora a frustração de estar lá empacado. Na segunda curva, eu já estava até preparado para queda e já caí apontado para o lado certo, embora novamente perdi velocidade para as subidas seguintes.

Após 3 quedas, algumas paradas no caminho, um estoniano que quase me empurrou para fora da pista no meio da descida do morro maldito, e 47 minutos depois, completei a prova. Fui o penúltimo a completar e o último na geral.

Na reta de chegada. Em tese, na foto meu tronco deveria estar mais em cima da perna esquerda, mas a essa altura do campeonato mal dava para ficar em pé, então até que estava bem razoável.

Missão cumprida e o resultado ao lado. Não foi aquilo que poderia ser, mas não é para ficar lamentando muito.
Fazendo uma análise fria do resultado, foram uns 2 minutos perdidos em quedas e pelo menos 1 minuto por estar com uma estrutura menor do que deveria (provavelmente eu também estava com o esqui errado, tinha que ter usado o esqui com base adaptada para neve mais fofa, mas não tinha como preparar o outro esqui no dia). Ainda assim, fazendo minhas comparações, foram pelo menos uns 2 minutos acima do meu melhor resultado em provas FIS, o que indica que faltou gás (no próximo post eu faço algumas considerações finais sobre a performance).

A curiosidade da prova foi que o vencedor foi um biatleta. O Christopher Summan resolveu participar, foi um dos primeiros a largar (ele não é filiado a FIS então larga antes) e ganhou com folga. Achamos até que ele ia "estragar" a nossa pontuação (aumentando), mas depois eu reparei que ele não tinha código FIS, logo ele não entraria no resultado para a prova da FIS, mas ganhou a prova, que era válida pela Copa da Áustria.

Para completar a minha 'absolvição' meu retorno foi bem, digamos, animado (aliás, surpresa é quando não é, basta clicar nos marcadores das companhias aéreas aí do lado para ver). Peguei um trem em Hochfilzen, perto de St. Ulrich até Viena. 5 horas e 15 minutos sentado até chegar lá (era um daqueles trens pinga-pinga, afinal de contas, se parava em Hochfilzen então parava em trocentos outros lugares). 

Depois, no dia seguinte, no aeroporto de Viena, eu havia comprado uma passagem para sair de lá 3 horas antes do voo que eu poderia pegar sem perder a conexão em Paris. Tudo para poder chegar no Rio no dia 24 e poder passar o Natal em família, com o extra de ser o 1o Natal da minha filha. Só que choveu o dia inteiro em Viena e a chuva, quando a temperatura fica próxima de zero, acaba virando gelo, o que obriga os aviões a passar por um processo de "descongelamento". Foram 3 horas tensas até o avião decolar e, depois disso, sair voando pelo meio do Charles De Gaulle morrendo de medo de perder a conexão. No fim, acabou tudo dando certo e fiquei quite com a minha 'dívida' (seja lá com quem for).

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Ramsau: a Meca dos Esquiadores Nórdicos





Como eu já comentei nesse post em Janeiro, os noruegueses são fanáticos pelo esqui cross country. Porém, para eles, os esquis fazem parte da cultura, como uma forma de sair de casa sem congelar (muito) e fazer alguma atividade física no inverno. Agora, quem quiser treinar de verdade, Ramsau é o lugar, mais ou menos como Boulder é conhecido pelos triatletas. Por dois motivos: o primeiro é que no inverno tem uma estrutura de pistas fantástica, que é praticamente todo dia refeita, faça sol ou faça neve. O segundo motivo é que, quando não está nevando na cidade, tem uma geleira lá em cima que funciona o ano inteiro (quer dizer, quase o ano inteiro porque eu fui tentar ir até lá em cima pelo teleférico e descobri que está fechado durante o mês de dezembro até o Natal) onde eles montam as pistas de esquis e serve como treino para várias equipes antes de começar a temporada. Em resumo, um bom lugar para vir durante o ano todo para quem gosta de esquiar. Ah sim, estamos também a mais de 1100 metros de altitude, o que ajuda ainda mais para quem está treinando.

Nossa localização, novamente, é estratégica, embora aqui não seja lá grande vantagem, já que a estrada toda acompanha as pistas de neve. Basta cruzarmos a rua que já estamos na pista. 
Do outro lado da rua. Quem dera se fosse assim no Rio...
A única 'desvantagem', já que na vida tudo tem seu preço, é que aqui temos que pagar. Fica um senhor no meio do cruzamento das pistas com um scanner, bilhetes e troco para os "esquecidos". No primeiro dia consegui 'escapar', porque ele não me parou e eu não sabia quem ele era, mas no segundo não teve jeito. Não que eu esteja reclamando, afinal de contas aquilo que é bem cuidado merece ser pago.

A pista leva ao estádio, onde a maioria das pessoas acabam treinando porque é onde tem espaço (aliás, bastante, já que em outros lugares mal o estádio é tão pequeno que mal dá para fazer um treino decente de técnica) e uma subida mais forte (a única também) para treinar intervalos. O mais relevante de tudo é que aqui tem gente, provavelmente não igual a uma estação de esqui alpino, mas o suficiente para você não se sentir um estranho isolado de todo mundo.

Alguns "colegas" na pista
O lugar onde estamos também é legal, pois quem é o "dono" do lugar é um húngaro chamado Charlie que faz biathlon e é conhecido do pessoal. Ele alugou esse chalé de uma outra pessoa que trabalha na fábrica da Salomon (ver post abaixo) e está dando uma reformada para deixa-lo temático. O lugar se chama "Cha(r)let" (cliquem no link para ver as fotos do lugar ou vejam aqui embaixo).



















Um pouco de humor de biathlon/cross country

De minha parte, estou tentando treinar sem me matar, já que a minha prova está logo ali, então não tem porque ficar me matando. Infelizmente não posso fazer treinos muito pesados, embora o lugar seja bem propício para fazer, logo estou tentando me focar na parte técnica, onde dá para ganhar algum tempo fazendo menos esforço. Enfim, veremos como vai ser.

Em tempo: como a minha prova vai ser no sábado e de lá vai ser uma correria até chegar no Brasil na segunda de manhã, não esperem muitas atualizações por aqui até o Natal. Espero poder botar tudo em dia quando estiver em casa novamente... e espero ter boas notícias para escrever até la.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

De onde vêm os esquis?

Saímos de St. Ulrich para Ramsau, onde vamos ficar alguns dias antes da próxima prova, que até o momento de sair de St. Ulrich achávamos que era em Bad Goisern. O trajeto é bem interessante, recheado de vales, árvores que no verão devem ficar azuis de tão verdes, castelos, e outros pontos turísticos. O mais curioso durante a viagem foi ver que havia diferentes limites de velocidade nas estradas vicinais para carros, caminhões e... tanques (talvez ainda mais surpreso pelo fato de saber que os tanques podem andar a mais de 70km/h).

No meio do caminho, fizemos uma parada estratégica em Alternmarkt, onde fica a fábrica das marcas Atomic e Salomon. O motivo era que o Leandro renovou o estoque de esquis dele e comprou 10 pares novos, 5 de skating e 5 de clássico. Comprando na fábrica, depois de alguns contatos, o precinho é mais camarada (ainda assim não saiu barato, acreditem).


Infelizmente não pudemos entrar para ver como são feitos os esquis, mas pelo que me foi dito não perdi lá grande coisa. Ficamos na parte do depósito e finalização dos esquis. Essa parte de finalização é o que faz com que se tenha uma quantidade infinita de esquis para cada esquiador, pois a quantidade de bases não são muitas (4 ou 5 no máximo). Esses aparelhos verdes embaixo fazem o tal do "grinding", ou seja, para uma mesma base do esqui, é possível fazer microranhuras no esqui para que ele fique adaptado para neve dura, neve fofa, neve abaixo de -10o C, neve entre -10o e -7oC (por exemplo), neve nova, neve "velha", etc, etc, etc... É só fazer uma combinação simples entre alguns desses fatores e é possível ver porque existe um arsenal de esquis para cada esquiador profissional de nível internacional.

Local onde é feito o "grinding" ou preparação da base para várias condições de neve
Local onde aparentemente é feito o teste de peso dos esquis

Só uma amostra do que estava no depósito. Infelizmente não dão amostras grátis.
Ter um esqui desses é inútil se não houver uma fixação para você encaixar a bota. E todos os esquis do Leandro estavam sem fixação. Então, o representante da fábrica disse que ele poderia botar todas as fixações nos esquis novos sem custo, mas a princípio seria ele que teria que montar todas as fixações. Depois do tempo gasto pelo Leandro para tentar botar a fixação em um dos esquis (seriam 20 montagens), o rapaz viu que nós só sairíamos dali lá pelas 7 da noite e acabou fazendo o resto em menos de 30 minutos.

Leandro montando a fixação no esqui. Foi a única que ele fez.
Tudo pronto, esquis prontos, levamos os esquis novos para o carro, onde surgiu um pequeno problema (na verdade nós já sabíamos desde que saímos de St. Ulrich): onde botar mais 10 pares de esqui em um carro que já estava lotado. O problema começou quando o carro foi alugado. Foi pedido que tivesse um rack para poder botar os esquis em cima, abrindo (bastante) espaço para botar o resto da bagagem. Porém, como sempre, o pessoal da locadora (Hertz, só para o registro) disse que o carro não estava disponível, e acabamos por andar em um outro sem esse bagageiro de cima. Considerando que os esquis são bastante compridos, a ponto de avançar pelo banco de trás, vejam como ficou a situação do porta-malas. Gostaria de lembrar que haviam três pessoas no carro.

Acho que ficou cheio...
O resultado foi que, tirando o motorista, os outros dois andaram durante uns 30 minutos com duas bolsas enormes no colo. O mais curioso é que, no início da viagem, quando fomos comprar o selo para botar no carro (que funciona como pedágio na Áustria) a moça perguntou se nós tínhamos o colete fluorescente que é obrigatório de ter durante em todos os carros na Europa, sendo que corríamos o risco de ser multado caso fôssemos parados por algum policial. Não fazíamos a menor ideia se tinha dentro do carro ou não, agora imaginem o trabalho que ia dar para tirar tudo isso só para ver se o colete estava lá...

Fim de viagem, chegamos em Ramsau, tiramos tudo do carro, checamos o e-mail e... fomos informados de que a prova de Bad Goisern foi cancelada e transferida para outro lugar. Uma chance para tentarem advinhar aonde vai ser a prova de sábado?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Dando um rolé

Esse post não tem muitas palavras, pois afinal de contas não tem aquele velho ditado que diz "uma imagem vale mais do que mil palavras"? Pois é, então o que não falta é fotos,

Então, depois de um dia curtindo uma fossa pós-prova, na segunda fui dar uma volta na região. Dar uma volta nesse caso não é força de expressão, já que você pode ir para quase qualquer lugar na região esquiando, verdadeiras estradas de neve.

Todos os caminhos levam a todos os lugares
Diante disso, nada melhor do que sair para um passeio. Pelo mapa acima, fui para o sul, até o "centro" da cidade (se é que pode chamar de cidade, de tão pequena) de St. Ulrich, depois subi para o oeste, seguindo a estrada "panorâmica" (no mapa perto da placa de "Proibido cães na trilha"). Dali fui até St. Jakob, no lado nordeste do mapa e ia até Hochfilzen, quando começou a nevar muito e ficar meio tarde. Um comentário curioso é que, apesar das pistas de neve estarem bem feitas e compactas, pouca gente utiliza. E olha que elas são refeitas sempre que neva um pouco mais forte.

Vamos as fotos então. Descendo até o centro de St. Ulrich...




Andando pela estrada "panorâmica":



Indo até St. Jakob, encontrei esse parque de diversões parado no inverno, mas que pelo link da página deles (aqui) parece que funciona a pleno vapor quando não neva.



St. Jakob in Haus - População: muito pequena

Brinquedo infantil (aparentemente deve ser usando quando a temperatura fica acima de 10 graus)


Não cheguei a ir nesse dia até Hochfilzen, mas o caminho é por aqui. Obviamente que algumas vezes temos que cruzar as estradas de verdade. Nada que incomode muito, mas tem que tirar o esqui caminhar e botar o esqui do outro lado. Notem que já estava começando a nevar na foto.


A estrada de neve até Hochfilzen anda quase em paralelo com a estrada de verdade (inclusive nas subidas)


20 km e 1h40 depois estava de volta ao hotel/pensão. Foi um passeio divertido e tranquilo para recarregar um pouco as baterias.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

FIS Alpen Cup 10km Individual Livre - "No meio do caminho tinha um morro, tinha um morro no meio do caminho"

Como eu disse há dois post atrás, se eu não estava preocupado com o percurso do sprint, em relação ao percurso da prova de sábado eu estava REALMENTE preocupado. 


Parece mais fácil no mapa...
Analisando o percurso da prova, eu tinha visto que a primeira grande subida (por volta de 1km) seria a mais difícil. De fato era: embora não fosse íngreme, era loooooooooonga, realmente longa. A foto abaixo foi tirada no dia seguinte, só para vocês terem uma ideia do comprimento dela.

A subida segue a linha das árvores, e sobe, sobe, sobe...
 
Isso já seria o suficiente para me quebrar o resto da volta, mas tinha mais: no km 3, tinha uma outra subida, não tão longa, mas muito dura. Além disso, considerando que a descida era quase igual a subida, se a subida era difícil, a descida era rápida, muito rápida. 

Nas duas vezes que eu subi esse morro, eu não consegui subir sem parar no meio do caminho (para vocês verem o tamanho da encrenca). Na descida, sabendo que era complicada, eu segurava um pouco no início para conseguir ficar de pé até a próxima subida. De qualquer forma, eu sabia o que vinha pela frente.

Sábado, dia da prova, eu estava nervoso. Se a prova em si já era difícil, havia um segundo complicador: os principais nomes da prova eram de primeiríssimo nível. Nada mais do que o melhor esquiador da atualidade, Dario Cologna, estava na prova. Além deles, ainda tinha outros dois ou três que disputam a Copa do Mundo e que resolveram não viajar para o Canadá (onde estão acontecendo algumas etapas). Pois é, azar meu, pois o nível da prova seria realmente alto e, consequentemente, a pontuação também.

Olhando a lista de largada, meu objetivo era completar a prova antes que os últimos (neste caso os melhores) largassem. Esquis encerados, aquecimento feito (apenas para tirar um pouco a ansiedade), fiquei esperando a minha hora de partir. No horário marcado, larguei para tentar não fazer muito feio.

Assim que eu larguei, estava me sentindo bem, os esquis estavam muito bons e consegui entrar em modo cruzeiro antes da primeira subida (curta, mas dura), até que... botei um dos bastões muito para frente, bateu no esqui e fui parar no chão. Mas tudo bem, vida que segue.

Logo depois, na primeira subida, estava no lado direito dando passagem para o Capitão e o Leandro, que largaram logo depois de mim e iam me passar. Só que o esqui do Capitão bateu no meu bastão no meio da subida e eu cai de novo. Mas tudo bem, vida que segue.

Próximo passo, a subida longa. Como estava pouco cansado, até que subi bem, mas cheguei la em cima exausto, o que não era exatamente um bom sinal para o que viria. Mas... tudo... bem..., vida....que... segue...

O km seguinte era de subidas curtas e descidas curtas, mas rápidas. Para minha surpresa, estava indo até bem nas descidas (valeu o tempo gasto treinando isso em Ostersund) e consegui até passar uma subida curta só com o embalo da descida. Aí chegou o trecho daquela subida. Antes de chegar nela, havia uma outra subida mais curta, mas que me deixou quebrado. E comecei a subir, subir... subir.... parar um pouquinho... subir... subir... subir... parar um pouquinho. E assim foi até o final da subida. Mas... tudo... be... (ufa, mais ou menos)

E veio a descida. Comecei freiando um pouco para segurar a velocidade, mas uma vez passada a pior parte,  parei de freiar e desci na posição normal, como tinha feito antes. Só que, no final da descida, tinha uma canaleta, provavelmente feita por uma das máquinas que compactaram a pista na véspera e que não estava lá no dia anterior. Meu esqui esquerdo entrou na canaleta e eu não consegui tirar a tempo. No segundo seguinte, estava espatifado na neve.

O GPS marcou 50km/h. Nao sei se foi no momento do impacto (depois em casa eu vejo), mas foi algo próximo disso. Obviamente, por causa do impacto, você fica meio sem fôlego, sem noção do que está acontecendo, mas acaba levantando. Embora tenha sido mais rápido do que a minha queda em Nes em janeiro, o impacto foi menor porque dessa vez eu caí no plano e não em uma curva em subida.

Mas tudo bem... Tudo bem nada! Levantei e voltei a esquiar, mas ainda sem força para voltar ao ritmo de corrida. Olhei o tempo, fiz uma previsão rápida: ia completar a volta em uns 22 minutos. Se não caísse de novo, provavelmente ia dobrar esse tempo. Considerando que o vencedor ia fazer as duas voltas em 23 minutos (na verdade o Cologna ganhou com 22'30"), achei que ia sofrer de forma desnecessária, já que minha pontuação ia ser muito ruim. Estava cansado e frustrado de ter caído de novo, sendo que dessa vez eu poderia ter evitado. Peguei uma via alternativa, tirei o colete, entreguei o chip de timing e voltei para o hotel. Sim, meu primeiro DNF por abandono.

Se eu estou arrependido? Não, embora tivesse curiosidade de saber qual seria meu tempo final. O mais importante, no entanto, foi saber como eu estava, até onde posso chegar hoje e que, mais importante, não posso ficar caindo de bobeira durante a prova. O dia foi negro para os outros também. Tanto o Leandro quanto o Capitão também tiveram tempos muito ruins, o que é apenas um consolo para o meu dia horrível.

O que fica de lição para as próximas? Tirando o óbvio, mais concentração para não perder tempo de bobeira. O que ficou de positivo? Apesar da queda, consegui melhorar bastante meu equlíbrio durante a descida, os esquis estavam muito bons, pegando boa velocidade nas descidas e, fisicamente, estava me sentindo bem mais leve do que me Janeiro, embora estivesse me sentindo um pouco fraco nas subidas.

Seja como for, lição aprendida e vamos para a próxima. A única coisa que eu não posso reclamar é que o hotel era pé-frio, já que na prova de domingo, o cazaque (Alexey Poltoranin) que ganhou a prova estava hospedado no nosso hotel, he, he...


Poltoranin comemorando a vitória na prova de domingo

 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

FIS Alpen Cup Sprint Clássico - Cada segundo conta...

Depois de alguns dias treinando, chegou a hora da verdade. Aqui em St. Ulrich, haviam três provas programadas: o sprint clássico na sexta, 10k livre no sábado e os 15k clássico com largada em massa no domingo. Participei das duas primeiras provas porque, no caso dos 15k, havia uma grande chance de tomar uma volta e ser eliminado da prova, sem falar no fato de que, mesmo que completasse, a pontuação seria altíssima (basicamente, quem anda na rabeira como eu sai bastante prejudicado nas provas com largada em massa).

Conforme eu falei no post anterior, fizemos o reconhecimento no dia anterior. Estava relativamente confiante, principalmente ao saber que a distância da prova era de 1460m e nao 1300m como estava indicando na pista. Quer dizer, confiante de que esse sprint seria melhor do que o de Janeiro, lá em Nes, na Noruega. Porém, sendo a primeira prova depois de quase um ano, era até normal que eu estivesse um pouco nervoso.

Os esquis foram preparados de véspera, exceto a parte do grip. Para quem não conhece, os esquis de clássico são encerados com dois tipos de cera, a de deslize ("glide") nas pontas e a que segura ("grip") no centro. O grip é importante para que um esqui possa ficar grudado no chão enquanto o outro desliza, fazendo o tal do passo alternado. É mais fácil de aplicar, mas também é o mais difícil quando as condições do tempo mudam (basicamente em toda prova, alguém ainda vai fazer um estudo calculando o pânico dos enceradores versus as mudanças bruscas de tempo antes da prova). E, se no dia anterior, as condições estavam quase perfeitas com os meus esquis, no dia da prova o sol resolveu sair e esquentar um pouco a neve.

Ainda assim, eu sai para testar e parecia tudo normal. Na dúvida, eu passei uma outra camada para evitar que eu perdesse o grip durante a prova. Na hora que eu fui testar, no morro que eles deixam preparados exatamente para isso, subi sem problemas. Na hora de descer, um outro esquiador resolveu botar os esquis no trilho que eu estava descendo... e não tirou ao ver que eu estava descendo. Ficou aquele negócio de "deixa que eu deixo" e ninguém saiu do lugar. Resultado... pelos palavrões que ele disse para mim vocês podem imaginar como foi a batida. Honestamente, a culpa foi dos dois, já que ninguém fez menção de mexer, mas provavelmente ele acha que a culpa foi minha. Enfim, paciência, acidente de prova.

Tudo pronto, lá fomos os três (eu, Leandro e Capitão) para a largada. E lá fui eu, tentando não sair dando tudo para não ficar afogado no meio da prova. O percurso tinha três subidas, a primeira era a mais difícil, embora também fosse curta. Fui tentar usar o passo alternado e ver se tinha acertado a cera e... tropecei, típico sintoma de quando a cera não pegou na neve. Nesses casos, o jeito é caminhar na neve (faz parte) até que a inclinação diminua. E assim foi nas outras duas subidas.

Indo para a reta final da prova, sendo o último a completar (mas dessa vez o intervalo para as eliminatórias era maior) obviamente que chama a atenção do narrador local da prova, mas ao ver o meu tempo eu nem liguei: 6m40seg, que representou uns 950 pontos, 160 abaixo do resultado de janeiro. Além disso, depois de todos os problemas durante a prova, dava para pelo menos ter tirado uns 20 segundos desse tempo, o que seria uns 100 pontos a menos no resultado. Saí satisfeito. Óbvio que está muito longe do resto mas, ao menos no caso do sprint, houve uma evolução, considerando que tinha gente ainda melhor do que na prova de janeiro (eu volto nesse assunto no próximo post).

Esse foi o resultado positivo do final de semana, o negativo ainda estava por vir.

(PS: Não tenho fotos minhas correndo, mas eu complemento o post com fotos em breve)

sábado, 15 de dezembro de 2012

St. Ulrich: Welcome Home

Conforme o planejado, cá estou eu em St. Ulrich. A viagem foi um tanto ao quanto movimentada: nem tanto pelos contratempos (felizmente no meu caso nenhum), mas pelo trajeto: de avião saindo de Ostersund e passando por Estocolmo e Copenhagen, chegando em Munique e lá de carro até aqui. Umas 12 horas de viagem. A passagem de avião infelizmente era o tinha disponível considerando a antecedência que eu comprei, mas também não seria assim tão mais rápido, ja que eu obrigatoriamente teria que passar por Estocolmo.

Dois pontos interessantes da viagem. Primeiro, o aeroporto de Copenhagem. Antes que perguntem, não, não tinha chocolate a venda, mas tinha tudo quanto era tipo de loja de luxo. Desconfio seriamente que eles obrigam você a fazer o check-in de novo lá, ainda que as suas bagagens já estejam despachadas, para que você passe pelas lojas, pois sequer tem controle de segurança quando você está em trânsito. Depois, as autobahns alemãs. Mesmo a noite, andamos a 160km por hora em alguns trechos e parecia que estávamos lentos.

Enfim, depois de um dia viajando, chegamos aqui em St. Ulrich, na famosa região do Tirol. Antes de continuar, um aviso para quem não é da família. Um dos meus sobrenomes, o "Treu" para ser mais específico (ele aparece abreviado aqui porque não coube no login do Google sei lá porquê) é de origem austríaca, do meu avô materno para ser mais específico. Então, de uma certa forma, é como se eu estivesse "voltando para casa", já que algumas coisas que eu vejo aqui eu já conhecia pela convivência familiar. O lugar onde estou é mais familiar ainda: adereços, decoração, tudo típico da região. Esse "hotel" na verdade é uma casa de família que funciona como pensão. Estamos eu, Leandro e Capitão no último andar da casa, com cozinha própria, o que permite que a gente possa fazer a própria comida, sem precisar sair da casa (e gastar mais).

Nosso "hotel". Estamos no 3o andar

Há vagas...
Acima e abaixo: Detalhes da cozinha

 
Detalhe da decoração obviamente lembrando que estamos na montanha 
O lugar tem uma vantagem extra: estamos literalmente na porta da prova, como essa vista da minha varanda mostra.

Mais perto que isso impossível
No dia seguinte demos uma olhada na pista de clássico (onde vai ser o sprint) e na de 5k (onde vai ser a prova de 10k no sábado). A pista de clássico é difícil, mas acaba rápido, mas o percurso de 5k... Mais detalhes em breve.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Östersund Dezembro = Östersund Janeiro?

Antes das provas na Austria, passei alguns dias em Östersund (com trema em cima do O porque é assim que se escreve).

Porque Östersund novamente? Bom, primeiro porque é onde os demais brasileiros estão. Enquanto estava no Camp Södergren éramos eu, Leandro, Mirlene, o Capitão (para alguns também conhecido como Fabrizio) e o Fernando (eu falo sobre esse daqui a pouco). É sempre bom treinar junto com os demais, sem falar na divisão de custos. Segundo, porque aqui a estrutura é quase perfeita: cidade média (50 mil habitantes), com infraestrutura, mas sem grandes badalações, quarto do lado da pista, evitando perder tempo com carro andando para lá ou para cá. Terceiro, porque a pista é de nível internacional, com vários caminhos para escolher. Dessa forma, podemos escolher entre subidas fáceis, subidas longas, mini-paredões, descidas leves, descidas rápidas, sempre ao gosto do freguês.

Leandro, Mirlene e eu no Camp Södergren (foto tirada pelo Capitão)
E, embora neve seja "igual" a qualquer época do ano, treinar dessa vez aqui tem diferenças em relação à Janeiro. Vou tentar resumir algumas diferenças, algumas relacionada a época do ano, outras por experiência pessoal.

Inicialmente a neve, em particular a quantidade dela. Cheguei em Östersund dias depois da etapa da Copa do Mundo de Biathlon. Para se ter uma ideia, ainda estavam desmontando algumas estruturas provisórias que foram construídas para o evento. E não nevou muito antes das provas. Resultado: nem todas as pistas fora do estádio estão liberadas. Por exemplo, o meu "percurso" favorito (conforme eu comentei nesse link) está parcialmente interditado porque as máquinas que compactam a neve ainda não passaram por ali. O motivo é que não tem neve suficiente naquela parte, pois deixaram praticamente todo o excedente para as pistas das provas de Biathlon. Não que eu esteja reclamando, já que um dos problemas que eu identifiquei em Janeiro foi que eu andei demais naquela pista e deixei de lado as subidas mais íngremes e as descidas mais rápidas, o que acabou contando no resultado final (não que tenha sido exatamente isso, mas acho que teve influência sim), apenas acabou limitando um pouco as possibilidades (embora já tenha o suficiente para treinar enquanto estou aqui).

Ainda sobre clima, temos o frio. Embora ainda não tenha nevado o suficiente para cobrir todas as pistas, o frio está bem pior do que em Janeiro. Quando vim pela 1a vez, a temperatura estava algo em torno de -5o C, um pouco mais um pouco menos. Dessa vez, só no primeiro dia a temperatura deu uma trégua e ficou em -8o C, depois só -10o C para baixo. Esquiar a -17o C virou costume. Claro e óbvio que não falta roupa específica para o frio, mas ainda assim é um pouco mais sofrido. Na terça, quando estava uns -18o C, minha mão estava tão fria na hora das descidas que eu tive que abortar o treino e só fiz o treino da tarde porque comprei uma outra luva que tinha um corta-vento embutido para diminuir a sensação de frio. A boa notícia é que dificilmente na Áustria será assim.

Quanto a minha experiência na cidade, eu acabei fazendo mais coisas locais do que da outra vez porque o Leandro alugou um carro, o que simplifica bastante os deslocamentos. Uma noite nós jantamos junto com os técnicos suecos em dos restaurantes mais metidos de Östersund, o Innefickan. A comida estava ótima, o problema é que, considerando que o público-alvo era um bando de esquiadores esfomeados de treinos e mais treinos, podemos dizer que o estilo "nouvelle cousine" do restaurante não era exatamente o suficiente para satisfazer os estômagos famintos. 

Nós no Innefickan (a foto não está das melhores, apenas para registro)
Outra noite, fomos jantar em uma cidade vizinha na casa de uma brasileira, Carla, de Resende, casada com um sueco (que conheceu pela Internet) e mora na região faz 12 anos (é, eu sei, tem brasileiro em tudo quanto é canto, e ela não é a única que mora aqui). Conversamos muito, experimentamos algumas comidas locais (segundo a Carla, o problema dos suecos é a tal da "fika", algo como o lanchinho entre as refeições, que vem com tudo quanto é tipo de doce). Foi muito divertido. Ou seja, ainda que seja a mesma cidade, acabei conhecendo um outro lado dela.

Sobre a cidade em si, quase tudo igual ao que eu vi em Janeiro... exceto por um pequeno detalhe que, comparado com a foto que eu botei nesse post, todos vão notar a diferença para a foto abaixo.


Ho, Ho, Ho...
Por fim, como eu ia comentar, tem o meu colega de quarto, o Fernando. Ele é cadeirante, teve pólio na infância e participa de provas de triathlon para deficientes. Ele conheceu o Leandro enquanto treinava em São Paulo e acabou vindo parar aqui e treinar alguns dias antes de ir para Vuokati, na Finlândia, participar de uma etapa da Copa do Mundo de Esqui Cross Country para deficientes, primeira etapa para tentar ir ao Mundial e, quem sabe, as Paraolimpíadas. Além de todos os méritos de estar aqui, ainda tem bom humor: ele botou um video no Facebook dia desses e um colega dele amputado de um dos braços perguntou se ele tinha ido até la para andar de "esqui bunda", no que ele respondeu a gentileza perguntando se ele podia vir até aqui para "dar uma mãozinha".

Fernando Aranha, o primeiro esquiador cross-country paraolímpico do Brasil (na foto estão faltando os bastões, antes que alguem pergunte)
Se a conexão ajudar, espero falar em breve das primeiras provas em St. Ulrich. Assim que puder eu atualizo as coisas por aqui.