Pensa que acabou? Nada. Normalmente, a prova significa o fim da viagem. Só que dessa vez nao foi o que aconteceu. Saí correndo para tomar banho, arrumar a mala e pegar o ônibus até Neuquen (numa caçada de gato e rato pela cidade que se contar ninguém acredita). Chegamos no aeroporto, ainda em reformas (parece familiar?), fizemos o check-in e aguardamos, aguardamos, aguardamos (parece mais familiar?). Quando veio a notícia: o aviao que eu ia para Buenos Aires, lá pelas 8 da noite, estava ainda chegando em Buenos Aires. Ou seja: ele ainda ia voltar para Neuquen para ir novamente para Buenos Aires.
O que se seguiu vocês adivinharam: pessoas aglomeradas no balcao da Aerolineas, reclamaçoes (xingamentos nao cheguei a ouvir, mas também nao fiquei tao perto assim), ranger de dentes, espera em um dos dois únicos lugares abertos no aeroporto (o bar/restaurante, o outro era a loja de conveniência). No final, embarque depois das 11 da noite, chegada em Buenos Aires la pela 1 da madrugada e ainda ia dormir em um albergue porque o vôo para o Brasil estava marcado para meio-dia.
Ou seja: as vezes a grama do vizinho nao está tao verde assim.
terça-feira, 11 de setembro de 2007
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
2o Campeonato Argentino de Winter Triathlon (ou Foi tudo perfeito, exceto...)
O que dizer quando a neve está perfeita, o tempo melhor ainda (até um calorzinho no meio da manha) e tudo está a seu favor? Exceto que nao há desculpas para o desempenho. Certo, tem a altitude (1700 metros já nao é algo que nao dá para nao sentir), mas nao explica muito do resultado.
Resumindo a prova, já que o resultado nao foi exatamente o que estava pensando. Na hora da largada estava eu, concentrado, crente que tinha feito tudo certo, com aquele "friozinho" na barriga típico de quem estava confiante. Mas durou mesmo só até a largada.
Aliás, dica número 1 para largadas: se alguem começar a correr antes de você, mesmo que ainda nao tenham gritado "zero", vá atrás. Fui bancar o honesto porque na contagem regressiva estavam falando ainda o um e os "colegas" partiram e eu refuguei achando que iam mandar voltar. Quando vi, nao abortaram largada nenhuma e tinha caído para o fundo do pelotao em menos de 10 segundos.
Mesmo assim, estava confiante, era so a largada, nao ia ficar entre os primeiros mesmo, era só manter o ritmo planejado e pronto. "Só" isso. Bom, depois da primeira reta, deu para notar que nao era bem assim. Lá fui eu ficando para trás, e mais, e mais.... de fato nao estava me sentindo bem durante a corrida e as subidas nao ajudaram muito (aliás, a corrida foi no mesmo trecho do esqui, aquele que tinha aquela subida escondida - ver post abaixo). De tal modo que, na hora da transiçao, tinha feito em um ritmo próximo do que tinha feito no ano passado, que nao tinha subidas, mas era um pouco mais longo.
Assim, fui eu pedalar na minha Mt.Bike de primeira linha. E, para a minha surpresa a neve estava um asfalto de tao dura. Parecia asfalto. Entretanto, por ser próximo ao lago, o trecho de Mt. Bike tinha muito vento, o que sem ninguém para revezar fazia diferença (e muita, dado quando o pessoal me ultrapassava eu via a diferença). Tirando um trecho pequeno onde a neve estava um pouco mais fofa, o resto passou muito rápido e saí para o esqui até me sentindo um pouco melhor, mas sabendo que estava um pouco atrás (alias, quando fui esquiar, o vencedor já tinha completado a prova).
Enfim, chegou a parte do cross country e suas subidas. Desnecessário comentar como foi as subidas. Foram três voltas bastante desgastantes. Ao menos, por conta da prova, a máquina que montou e alisou a pista fez um bom trabalho e tornou a subida (e a descida) menos perigosa, o que nao impediu que eu caísse algumas vezes.
Na chegada (bem atrás), embora novamente nao fosse o último, cheguei festejado pelos colegas, o Fabian, que ganhou no ano passado e o Daniel, italiano que dividiu o chale (junto com os outros estrangeiros) comigo. Vendo os tempos da prova, deu para notar que, independente do tempo nas duas primeiras partes, a classificaçao foi decidida mesmo na parte do esqui, o que significa que ainda tenho muito o que remar...
No fim, olhando para a prova, alguns pontos a destacar: evitar de treinar, mesmo que leve, antes da prova, ajuda (principalmente se estiver em altitude); esqui nao é só andar no plano, tem que treinar muita subida; e tentar sempre melhorar o condicionamento tanto no ciclismo quanto no mountain bike, porque nesse caso, pode fazer diferença para começar o esqui mais descansado.
Valeu pela experiência, mas bem que poderia ter ido um pouco melhor por conta das condiçoes espetaculares da prova.
Resumindo a prova, já que o resultado nao foi exatamente o que estava pensando. Na hora da largada estava eu, concentrado, crente que tinha feito tudo certo, com aquele "friozinho" na barriga típico de quem estava confiante. Mas durou mesmo só até a largada.
Aliás, dica número 1 para largadas: se alguem começar a correr antes de você, mesmo que ainda nao tenham gritado "zero", vá atrás. Fui bancar o honesto porque na contagem regressiva estavam falando ainda o um e os "colegas" partiram e eu refuguei achando que iam mandar voltar. Quando vi, nao abortaram largada nenhuma e tinha caído para o fundo do pelotao em menos de 10 segundos.
Mesmo assim, estava confiante, era so a largada, nao ia ficar entre os primeiros mesmo, era só manter o ritmo planejado e pronto. "Só" isso. Bom, depois da primeira reta, deu para notar que nao era bem assim. Lá fui eu ficando para trás, e mais, e mais.... de fato nao estava me sentindo bem durante a corrida e as subidas nao ajudaram muito (aliás, a corrida foi no mesmo trecho do esqui, aquele que tinha aquela subida escondida - ver post abaixo). De tal modo que, na hora da transiçao, tinha feito em um ritmo próximo do que tinha feito no ano passado, que nao tinha subidas, mas era um pouco mais longo.
Assim, fui eu pedalar na minha Mt.Bike de primeira linha. E, para a minha surpresa a neve estava um asfalto de tao dura. Parecia asfalto. Entretanto, por ser próximo ao lago, o trecho de Mt. Bike tinha muito vento, o que sem ninguém para revezar fazia diferença (e muita, dado quando o pessoal me ultrapassava eu via a diferença). Tirando um trecho pequeno onde a neve estava um pouco mais fofa, o resto passou muito rápido e saí para o esqui até me sentindo um pouco melhor, mas sabendo que estava um pouco atrás (alias, quando fui esquiar, o vencedor já tinha completado a prova).
Enfim, chegou a parte do cross country e suas subidas. Desnecessário comentar como foi as subidas. Foram três voltas bastante desgastantes. Ao menos, por conta da prova, a máquina que montou e alisou a pista fez um bom trabalho e tornou a subida (e a descida) menos perigosa, o que nao impediu que eu caísse algumas vezes.
Na chegada (bem atrás), embora novamente nao fosse o último, cheguei festejado pelos colegas, o Fabian, que ganhou no ano passado e o Daniel, italiano que dividiu o chale (junto com os outros estrangeiros) comigo. Vendo os tempos da prova, deu para notar que, independente do tempo nas duas primeiras partes, a classificaçao foi decidida mesmo na parte do esqui, o que significa que ainda tenho muito o que remar...
No fim, olhando para a prova, alguns pontos a destacar: evitar de treinar, mesmo que leve, antes da prova, ajuda (principalmente se estiver em altitude); esqui nao é só andar no plano, tem que treinar muita subida; e tentar sempre melhorar o condicionamento tanto no ciclismo quanto no mountain bike, porque nesse caso, pode fazer diferença para começar o esqui mais descansado.
Valeu pela experiência, mas bem que poderia ter ido um pouco melhor por conta das condiçoes espetaculares da prova.
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