Ola novamente,
Com algum atraso, está na hora de atualizar esse blog (que afinal de contas, só funciona quando há o que escrever, não é mesmo?).
Por conta de alguns inconvenientes e compromissos, não pude atualizar sobre o que aconteceu em agosto. Porém, como diz aquele ditado "antes tarde do que nunca".
Enfim, em agosto foi realizado mais um Campeonato Brasileiro de Cross Country. Dessa vez, voltamos para Ushuaia, onde tudo começou (inclusive para mim), para disputar a MarchaBlanca e, no dia seguinte, um sprint de clássico.
Conforme vocês podem ver aqui, minha primeira tentativa de disputar a Marcha não deu muito certo, por conta de problemas climáticos. Esse ano, no entanto, já estava nevando há muito tempo e, finalmente, iria participar da prova.
Infelizmente, por conta de algumas questões logísticas, não pude chegar mais cedo em Ushuaia, e acabei marcando a minha passagem para o sábado, véspera da prova. O objetivo, mais do que nunca, era ao menos participar, já que teríamos um recorde de participações em Brasileiros... seis atletas FIS, o dobro do ano passado, fora outros que entraram como convidados (como foi o meu caso na primeira vez). Ainda assim, depois de janeiro, achava que o resultado seria ao menos satisfatório, apesar das semanas anteriores à prova foram bastante complicadas para mim por conta do trabalho e gripes.
Enfim, lá fui eu no sábado, dia 15, feliz e contente embarcar para Ushuaia. Como sempre, tem aquela escala infeliz em Buenos Aires onde tem que trocar de aeroporto, pegar bagagem, etc... Foi tudo tão corrido que quase que perco o ônibus do transfer (com a minha bagagem lá dentro) porque precisava sacar dinheiro no Banco.
Problemas resolvidos, embarque feito e rumo a Ushuaia, dessa vez com escala em Rio Gallegos. Nunca pensei que fosse me arrepender em pegar uma escala....
Uns 30 minutos antes de pousar em Rio Gallegos, alguns passageiros ouviram um barulho estranho no fundo do avião. Seja lá o que foi, eu não ouvi, pois estava na frente, e de qualquer forma, não parecia ser nada demais (ou nem foi nada de mais grave, sei lá), mas o fato é que o avião pousou.
Pousou, mas não decolou de novo. Ficamos esperando mais ou menos uma hora quando ouvimos a declaração do comandante. "Senhoras e Senhores, em virtude de um problema na bomba de combustível, vamos ter que ficar aqui em Rio Gallegos" mais todo aquele procedimento usual que, infelizmente, eu já estou acostumado a ouvir, basta vocês lerem dois posts abaixo.
Raiva e frustração com esses infelizes da Aerolineas foi pouco perto do que eu senti na hora. Pior: se ainda ficasse preso em uma cidade que tivesse alguma importância, vá la, mas Rio Gallegos é uma cidade praticamente fantasma. Casas visivelmente abandonadas, o tempo horroso, com vento e chuva, ninguém andando na rua (e isso era sábado a noite). Nada, absolutamente nada na cidade. O que me deixou ainda mais para baixo.
A essa altura, acho que é desnecessário contar que o único hotel razoável da cidade não deu conta da enxurrada de passageiros enfurecidos que invadiu o lugar. As garçonetes ficaram doidas. Eu só consegui comer alguma coisa depois de meia noite, mas diante de tantos problemas, esse era o de menos.
Embarcamos por volta das 14hrs em direção a Ushuaia. A essa altura, a prova já havia começado e, mais uma vez, fiquei a ver....trenós.
Mas podem deixar que um dia pego essa prova de jeito.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009
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