sexta-feira, 15 de agosto de 2008

El Director

Essa nao aconteceu exatamente comigo, mas acabei participando indiretamente, como vocês vao ver. Uma das vantagens do blog é que se pode aguardar um pouco para contar a história toda, já que até ontem nao tinha entendido nada.

Como já expliquei, além das provas do Brasileiro de Cross Country, tambem tem provas de Biathlon acontecendo aqui. Para quem nao sabe, o Biathlon junta esqui e tiro. Tiro lembra militares. Portanto, nao é surpresa que todos os praticantes de Biathlon do Chile e da Argentina (todos mesmo) sejam militares.

Logo, o Sulamericano que está acontecendo aqui conta com a participaçao de Chile, Argentina, Estados Unidos, Espanha (como convidados) e o Brasil, com o Leandro e a Mirlene, que chegaram aqui antes. Eles estavam na Escola Militar como convidados (veja fotos abaixo da Escola), participaram de um seminário, e estava fazendo tudo de acordo com o regulamento interno. Aliás, o Sulamericano por sua vez faz parte dos jogos militares de inverno, juntando o útil com o agradável.

Só que um Venezuelano (parece até que é perseguiçao, mas fazer o quê se o infeliz é de lá), que está começando a esquiar, e é todo atrapalhado, resolveu entrar na sala do diretor da Escola e começou a ameaçar com processo e tudo mais o que tem direito porque nao foi inscrito nas provas, onde a responsabilidade era dele mesmo de ter feito isso. O tal diretor, sei lá porquê, achou que o Leandro e a Mirlene também estavam reclamando, e quando o Leandro foi fazer um comentário antes da prova de 15 km de cross country (aquela que eu participei), parece que o diretor ficou uma fera (pelos comentários dos seus subalternos, ele parece ser, digamos, esquentadinho) e, para acalmar os ânimos, o pessoal da Federaçao Argentina pediu para que o Leandro fosse até ele para agradecer por poder participar das provas e que ele e a Mirlene estariam se retirando para um hotel naquela noite mesmo.

Advinhem qual foi o hotel que eles foram? Exatamente, o mesmo onde estou ficando este período. Dessa forma, o Le Charme (que parece nome de motel da Av. Brasil, mas é um hotel família, eu garanto, as fotos abaixo comprovam) acabou virando a base brasileira para as provas de Cross Country. Nao sei se é possível imaginar a minha surpresa quando, ao chegar no hotel naquela noite eu ouvi a notícia dos donos do hotel que os dois estavam indo para lá.



Enfim, dois dias depois o tal diretor foi conversar com o Leandro, oferecendo novamente o quartel para voltarem a dormir por lá. Como já tinham pago o hotel antecipadamente, nao era mais preciso, mas ao menos voltamos a ir e vir com a van dos chilenos que era oferecida gratuitamente pelos militares argentinos para subirem até o Centro (por dois dias fomos de carona com outros ou tivemos que pagar para alguém nos levar até lá). Mas, mesmo assim, quando entramos no dia seguinte na van, um dos argentinos militares que estavam lá veio perguntar se o diretor tinha realmente permitido porque ele nao tinha recebido ordem alguma, pois o diretor falou diretamente com o Leandro e ninguém tinha coragem de perguntar para o tal diretor se ele realmente tinha autorizado que nós voltássemos a usar o transporte militar oficial.

Depois eles ainda se perguntam (e se lamentam) que perderam as Malvinas...

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