quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Quase um Amyr Klink

Bom, cheguei em Ushuaia. Como sempre, nada é fácil até chegar aqui. Nao que tenha ocorrido alguma coisa de ruim, dessa vez foi tudo normal, so que foi dureza passar 6 horas acordado no Aeroparque. Foi uma verdadeira "Noite em Buenos Aires", só que sem o tango, as mulheres.... Foi preciso muitos jogos de Sudoku e uma Placar inteira para aguentar nao pegar no sono.

Enfim, la pelas 4 horas da madrugada, o check in abriu e lá fui eu. Para melhorar a situaçao, o aviao só partiu uma hora depois do programado. Antes que perguntem, nao virei masoquista, porque era a unica forma de ir direto para cá.

Mas enfim, cheguei. Depois de me recuperar um pouco, resolvi dar uma volta pela cidade e aproveitando o horário (3 da tarde), peguei o catamara que da uma volta pelo Canal de Beagle, que é o que divide a Argentina do Chile.

Como estamos no ponto mais próximo da Antártida (algo óbvio considerando que esta é considerada a cidade mais ao Sul do mundo), encarei meu lado Amyr Klink (que aliás está organizado sua própria excursao para a Antártida) e embarquei.

O passeio é bem tranquilo (e bem apropriado para o estado que eu estava). Voce fica sentado, dentro do barco, todo fechado, e ai chega no farol que é um dos símbolos da cidade, vai para o lado de fora, tira foto, e volta para dentro. Chega na Ilha dos Pássaros (Cormoranes), e faz o mesmo, e assim por diante. O ponto alto e a tal Ilha dos Leoes Marinhos (aparentemente, como se pode perceber, o pessoal do reino animal resolveu marcar terreno faz muito tempo, e cada ¨facçao¨ tem o seu terreno). E tem lá seus motivos, pelas caras e bocas e mais alguma coisa.

Agora, tem duas coisas que ninguém avisa nos documentários na TV sobre os Leoes Marinhos:

1 - Como esses bichos se coçam. Nas cenas eles tiram os melhores momentos, mas a maior parte do tempo eles so ficam se coçando.

2 - Como esses bichos fedem!!!!!!! Se voce está do lado errado do vento (ou seja contra) o fedor é algo assustador. E olha que estamos no frio, imagina ver esses bichos no verao!

De qualquer forma, o passeio valeu. Depois de dar uma caminhada pela cidade (depois eu conto as impressoes do lugar) capotei na cama para acordar cedo e ir treinar um pouco no dia seguinte (hoje). Pelo menos as coisas aqui sao mais devagar do que em Turim, de modo que vai dar tempo de aproveitar bem a cidade. Na próxima atualizaçao, eu conto os meus primeiros passos (de verdade) no esqui nórdico.

2 comentários:

Anônimo disse...

Aldo, meu querido!!

Desculpa só ter lido o blog inteiro tanto tempo depois... mas acho que já sabia bem de quase todas as histórias aqui postadas!
E haahah! Descolado foi um adjetivo bem empregado quando vc me descreveu! (no post do short track, em que eu dou o balão na tiazinha que conferia os ingressos!! haahahah!! até hoje fico rindo à tôa daquele dia, e principalmente da sua cara de inconformado com a minha cara de pau!! ahahah... mtas saudades!)

Bom, agora que vc é o atréta, boa sorte e só te peço uma coisa: Termine melhor que a Mirella, "A melhor esquiadora brasileira de todos os TEMPOSSSS!!"!!

Abraços!

Anônimo disse...

Pelo menos tem pássaros na Ilha dos Pássaros, e leões marinhos na Ilha dos Leões Marinhos. Em Ottawa tem um Lago dos Castores onde não tem nenhum castor.

Você podia ter provocado alguns argentinos no aeroporto, eles faziam um panelaço e você se mantinha acordado mais facilmente.

No mais, boa sorte aí! Estamos esperando que em 2010 você seja o nosso insider na Vila Olímpica, claro, passando pra nós todos os ingressos de festa, credenciais para entrada de um dia e essas coisas.