quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Brasileiro de Cross Country 2010: 10km Classico - Faltou um braço a mais

Depois da prova de domingo houve pouco tempo para descanso porque de hoje até sexta serao realizadas as provas do Brasileiro de Cross Country, que obviamente seria no Brasil se lá houvesse neve (no máximo daria para fazer as provas de rollerski).

Considerando que a máquina que prepara a pista da Francisco Jerman, local onde deveriam acontecer as provas, está quebrada desde a semana passada, os argentinos improvisaram uma pista de 2 km do lado do Cerro Castor e, como a matemática manda, tivemos que dar 5 voltas nela.

O percurso em si nao era difícil. De fato, quando fui fazer o reconhecimento, contaram que a pista estava verdadeiramente "cross", com direito a toco de árvore no meio da pista, que fazia você decolar. Na verdade, era uma raiz que fazia dar um leve salto, sem grandes consequências. O problema maior era a neve. Assim como aconteceu em 2009 em Liberec, a neve quase gelo fazia a cera que agarra, que é o básico para conseguir realizar a técnica clássica, ser raspada da base. Sem cera, o único jeito que você tem de locomover-se é usando a técnica de "double pole" (ainda nao consegui uma traduçao para isso, mas por enquanto fica como "bastao duplo") o que signfica ter braço, mas muito braço, coisa que eu nao tenho, infelizmente e que cheguei a essa conclusao nas últimas semanas.

Como o percurso nao era complicado, resolvi colocar a cera e nao o klister, que é uma espécie de cola que se coloca no lugar da cera de agarre. Na pior das hipóteses, ia sofrer horrores. A maioria preferiu o klister.

E lá fomos nós para a prova. Novamente fui o número 1, e dessa vez nao sei qual foi o critério. Como a largada era no sistema de intervalos, ia ser novamente ultrapassado por todo mundo. Nos primeiros metros, tudo bem, mas depois a cera se mostrou muito pouco confiável e, para piorar, estava deixando meu esqui mais lento. Antes nao tivesse botado nada, pelo menos ia deslizar mais rápido.

Embora o percurso nao fosse dificil na questao da altimetria, era muito complicado na questao largura, aliás como qualquer outro percurso daqui. Para se ter uma ideia, tinha uma seçao onde havia mao e contra-mao em algo nao maior do que 2 metros de largura. Entao, com a minha falta de jeito, nao estava conseguindo relaxar por causa do pessoal me passando e do medo que me esborrachar em uma árvore. Entao, no final da 1a volta, já havia notado que os prognósticos nao estavam a meu favor....

O que foram as outras 4 voltas? Em resumo, um sofrimento só. Tendo que usar só os bastoes, cansei bem rápido e ia sendo ultrapassado o tempo todo. Literalmente, precisava de mais um braço para andar bem. No fim, última posiçao entre os atletas FIS e o tempo final de quase 1 hora (nem quero saber o tempo exato).

Se algo positivo pode ser tirado da prova é que, de fato, como havia notado desde julho, preciso muito melhorar e fortalecer o movimento com os bastoes. Se nao, vou passar o resto da minha vida sofrendo desse jeito.

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